
Face às anteriores gerações, o Novo Toyota RAV4 está muito mais atraente, tem um aspeto “robótico” e algo futurista, mas agrada a todos os gostos. Está imponente e bonito, fazendo com que o design passe a assumir um papel importante na altura da escolha de um automóvel.

A dianteira é alta e direita, predominada pelas grelhas dianteiras de dimensões generosas que oferecem um ar “chateado” ao RAV4. A grelha inferior é envolvida numa moldura preta brilhante que nasce das cavas das rodas, esta deixa-se sublinhar por uma proteção metálica também ela generosa.
Nas laterais do parachoques sobressaem os faróis de nevoeiro, embutidos numa moldura escura que oferece mais um ponto de contraste, quando se escolhe uma cor mais clara para a carroçaria.
As óticas acompanham o design desportivo e “zangado” da dianteira, acompanhando a parte superior da grelha, rasgando a chapa até ao capô e guarda-lamas.
Nas laterais a silhueta tem traços direitos, um capô linear e um tejadilho pouco ou nada inclinado. A linha de cintura elevada é também ela rectilínea, e aí sobressai o contraste “bi-tom” e as proteções plásticas com acentuado requinte preto brilhante, que surge por cima das rodas e embaladeiras. As barras de tejadilho também são acabadas a preto brilhante, afim de dar continuidade à sofisticação presente em todo o exterior.

O estilo robótico e futurista mantém-se na traseira, onde um spoiler de tamanho generoso, ópticas transparentes, rasgadas e finas, um pára-choques preto brilhante com protecção metálica e duas saídas de escape acentuam o aspecto dinâmico.

Se no exterior temos um automóvel agradável e bonito, o interior não fica atrás. O Toyota preserva o aspeto agradável através de um tabliê direito com duas camadas e notas de requinte como o pesponto azul ou o friso metálico. A consola central é liderada por um ecrã touch de tamanho generoso, enquanto que o painel de instrumentos é coberto por uma moldura que recupera o aspeto de robô do exterior. A consola central é vincada por um friso metálico em “V” que nos transporta para os comandos rotativos da climatização.
A qualidade dos materiais no interior satisfaz, com material emborrachado e em couro acima do nível da cintura, tanto no tabliê como nas portas. A qualidade da construção também é boa, uma vez que temos folgas justas e materiais rijos com materiais emborrachados, para ausência de ruído.

O acesso ao interior é fácil tanto à fila de assentos dianteiros como à fila de assentos traseiros; quer sejamos baixos ou mais altos, conseguimos entrar e sair do RAV4 sem grades dificuldades. Uma vez sentados temos espaço para pernas, ombros e cabeça, assim como espaço de arrumação, através de bolsas de portas generosas, guarda-luvas ou mesmo o apoio de braço central dianteiro. A bagageira também não é “tímida”, uma vez que tem 580 litros.
Ainda sentados temos um bom apoio de pernas, um apoio lateral razoável nos lugares traseiros e um apoio lateral de excelência nos lugares dianteiros. Os assentos proporcionam conforto a bordo e são envolventes.

Na lista de equipamento da versão ensaiada, o Toyota RAV4 oferece climatização automática de dupla-zona com saídas para os lugares traseiros, botão start da ignição, retrovisores com recolha elétrica, retrovisor interior com modo “digital”, sistema de som premium JBL, tejadilho de abrir panorâmico, câmara de ajuda ao estacionamento 360º, controlo por voz, volante multi-funções, modos de condução, assento do condutor com regulação elétrica, sensores de chuva e luminosidade, limitador e regulador de velocidade adaptativo, modo de todo-o-terreno, travão elétrico de estacionamento com auto-hold, modo EV, painel de instrumentos com ecrã TFT de 7 polegadas e sistema de navegação e multimédia com 8 polegadas, assentos dianteiros aquecidos, entre outros.
O sistema de navegação e multimédia da Toyota não parece ter grandes falhas ou erros. Contudo, a imagem está longe de ser a melhor, assim como a interface esta longe de ser intuitiva. O ponto positivo é sem dúvida as aplicações relacionadas com o sistema híbrido, que nos permitem ter maior sensibilidade à condução de um automóvel cuja mudança de mentalidade para uma condução ecológica se irá manifestar nos consumos e consequentemente na poupança de alguns Euros.

No painel de instrumentos há muita informação, que aparece com boa definição e é de fácil perceção. Voltam a estar presentes os gráficos relativos à condução e ao fluxo de energia. Mas não é tudo, uma vez que consoante o modo de condução o painel de instrumentos apresenta outra cores, ou um grafismo diferente, quando optamos pelo modo “Trail”. As informações relativas a viagem, estado do automóvel, consumos, entre outras, têm também lugar neste painel de instrumentos completíssimo.
A posição de condução é alta e agradável e conseguimos chegar a todos os comandos sem grandes “ginástica”. A visibilidade é boa, quer na estrada, quer na altura de estacionar.

Um dos elementos mais surpreendentes do Toyota RAV4 é sem dúvida o motor, que surpreende pela positiva, tanto no aspeto das prestações, como da economia de combustível. As prestações convencem, percebemo-lo quando estamos no modo “Eco” a 120km/h, aceleramos e o carro ainda é capaz de nos encostar ao assento. A grande responsável é a motorização 2.5 Hybrid, que reúne um motor a gasolina 2.5 litros e 4 cilindros com 177cv de potência e 221Nm de binário a um motor elétrico. Em conjunto debitam 218cv de potência e proporcionam ao RAV4 uma aceleração dos 0 aos 100km/h em 8,4 segundos. A velocidade máxima é de 180km/h.

O que torna o Toyota RAV4 uma opção tão excelente? O facto de aliar espaço, conforto, segurança, ecologia, performance e consumos de combustível verdadeiramente simpáticos.
No nosso ensaio, conseguimos realizar uma média de consumo na ordem dos 5,5 litros a cada 100km. Convém lembrarmo-nos que o Toyota RAV4 não é o automóvel mais aerodinâmico e leve, falamos de um SUV, com uma carroçaria mais pesada e 218cv a gasolina, a gastar menos de que algumas berlinas de segmento “C” a diesel.
