
- Está lá?… É de casa do Senhor Valgode?
- É sim. Quem fala?
- Não posso dizer-lhe o meu nome…
- Porquê?
- É que pode estar alguém a escutar.
- Então porque me telefonou?
- Porque é um segredo.
- Mas qual segredo?
- Não lhe posso dizer Sr. Valgode porque é segredo.
- Oh! Homem, desembuche lá o segredo, ou eu desligo o telefone!
- Não desligue Sr. Valgode, eu conto já o meu segredo. É uma grande face oculta que eu descobri.
- Eu sou um Senador da confusão do barlavento.
- E qual é sua actividade como Senador?
- Cá fala-se pouco, mas grita-se muito!
- Isso toda a gente sabe. Onde está o segredo!?
- Mas é outro segredo….
- Que outro segredo homem?…
- Não conto nada Sr. Valgode, pois é segredo. Eu juro que vi dois Senadores quase nus…
- E o que faziam os Senadores?
- Eu não sei, mas pelos gestos, parece que….
- Parecia o quê homem?
- Parece que arracaram a camisa um ao outro…
- Mas não diga nada Sr. Valgode… Eu vi. Foi entre Belém e o Barlavento. Mas o que faziam eu não sei…
- Oh! Homem conte isso na televisão.
- Não conto não, por que é um segredo.
- Desculpe lá amigo, mas só vejo é doidos.
- Pois vê e ouve sim senhor… Mas não fale a ninguém desta conversa, por que é um segredo.
- Senhor Senador vá lá gritar para o barlavento ou em sua casa ….eu tenho coisas importantes para fazer. Vou acabar de escrever dois novos poemas para o próximo jornal.
- Leia a “A GAZETA DA BEIRA” Jornal existente há mais de tres décadas! Ali todos os artigos são transparentes.
- Ai grande sabidão do Senador. Eu nunca paguei para me contarem segredos.
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