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Te amo

— Eu te amo.
— Ama?
— Amo. Não acredita?
— Eu deveria?
— Não sei. Acho que sim.
— Você apenas acha?
— Talvez. Porque não acredita?
— Porque quer saber?
— Não sei, curiosidade.
— Curiosidade?
— Você sempre me questiona.
— Isso te incomoda?
— Não, é que, eu queria respostas.
— Porque?
— Suas perguntas me intrigam.
— Porque te intrigam?
— Você está sempre perguntando.
— Estou?
— Está, e sempre responde com perguntas.
— Isso é ruim?
— Talvez, pois pretendo obter respostas.
— Porque precisa delas?
— É uma necessidade.
— Uma necessidade?
— Eu disse que te amava, e você me perguntou “Ama?”. Porque?
— Agora você quem fez a pergunta
— Você afirmou
— Afirmei?
— Voltou a perguntar outra vez.
— Não deveria perguntar?
— Deveria responder.
— Isso te aliviaria?
— Talvez. Você pergunta demais.
— E você afirma demais.
— Mais uma afirmação. Doeu?
— Um pouco, porque se importa?
— Não sei. Doeu porque?
— Não lhe dei permissão pra fazer perguntas.
— Acho que invertemos os papéis.
— Invertemos?
— Você pergunta demais.
— Isso é ruim?
— Eu que te pergunto, é ruim pra você?
— E se for?
— Podemos melhorar isso.
— Como?
— Ainda não sei, se você me explicar o motivo.
— Você quer mesmo saber?
— Com toda a certeza.
— Eu gosto das perguntas.
— Não resolveu nada. Porque gosta delas?
— As respostas vêm cheia de significados.
— E as perguntas vem sempre cheias de dúvidas.
— Eu prefiro a dúvida.
— E eu a explicação, me deixa mais à vontade.
— Porque?
— Porque ao menos consigo entender.
— Então você não me entende?
— Você é confusa.
— Eu sou?
— Está sempre questionando, sempre na defensiva, não me dá chances de te entender, nem ao menos se importa com isso.
— É o que você acha?
— É o que eu tenho certeza
— Isso te incomoda?
— Porque sempre me responde com perguntas?
— Quer mesmo saber?
— Quero.
— Porque as perguntas machucam menos do que as respostas.

(Autor desconhecido)

 

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