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Só temos uma coisa: a homofobia indisfarçável

Um docente da Universidade de Aveiro (UA) teceu no Facebook comentários homofóbicos, criticando a comunidade LGBTQ+ insurgindo-se a publicidade da comunidade, do género: “É uma agressão e merecia umas valentes pedradas nas vitrinas só para aprenderem”. E prosseguiu: “Acho que estamos a precisar urgentemente duma ‘inquisição’ que limpe este lixo humano todo”.

Os alunos denunciaram-no e organizaram uma manifestação pública, tendo a UA suspendido provisoriamente o docente. O resto a Comunicação Social tem divulgado à beça.

O docente, pelo seu lado, queixa-se que está a ser cerceado no seu direito de opinião e de pensar e que não o fez no contexto da sua actividade profissional.

A minha questão: É verdade. O professor tem direito à sua opinião e à sua liberdade de ser contra e a favor daquilo que muito bem entender. Ponto.

Só que temos uma coisa: O docente ante a eventualidade da presença de alunos da condição que abjecta ódio, tem quase todas as probabilidades de os descriminar negativamente e muito provavelmente conflituar; mais que em tudo, nas relações directas e estreitas na Universidade com o tipo de alunos que não tolera. 

Logo, e por mor da origem da sua actividade, o professor não deve poder exercer o seu múnus nas condições exigidas no sistema de ensino português.

Mário Adão Magalhães

(Não pratico deliberadamente o chamado Acordo Ortográfico).

Esta publicação é da responsabilidade exclusiva do seu autor.

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