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Setembro é poesia

Senhor Setembro é poesia e calor
Muitos fogos e muitas preocupações
A pandemia preocupa muitas nações
Relaxamento agora é falta de amor!

Um sonho pode ser por ti cortado,
Um silencio pode nao ser abençoado
Uma carta rasgada, uma folha virada
Porque senhor? Por tudo e por nada…

Uma porta fechada, uma luz esbranquiçada,
Uma cerveja na conta e na barriga outro fino
Oh! O custo da vida nas horas de ponta…
Teu sono pode ser canino, o sol peregrino.

Com um arfar de peito, podes ser um homem sujeito
A muita burocracia. Nao critiques governante apagado,
Cuida de um cão escorraçado. E o penico ponhas na berma
E põe a corar o lençol branco manchado de surro.

Em Setembro a poesia mastiga e teu amigo parece um caco
A campa tem cardos, onde está o banquete dos condenados?
E as meninas podem ser portadoras do sovaco,
Beijam rapagões brancos e malandros bebem leite

Na barriga da perna, uma faca e um saco
Durante a noite escrever poesia é aceite
Ministros em peúgas não cheiram a sovaco
Depois do banho untam-se todos com azeite.

Os burgueses comem vegetais, os pobres feijões
Antigamente os pobres não tinham televisão, mas muitos filhos…
E os ricos de hoje amealham todos os euros e tostões
A poesia mastiga, líderes do mundo metem-se em sarilhos.

A poesia liberta, a poesia nunca nos castiga
Mas o poeta rejeita missais e outras cartilhas,
E escreve a verdade sem grandes alardes!
A sede deste Setembro esgota todas as bilhas.

José Valgode

 

Esta publicação é da responsabilidade exclusiva do seu autor.