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“Saiba morrer o que viver não soube”

© Nuno Saraiva - https://www.e-cultura.pt/artigo/20358

À guisa de um sonetinho, torto como este suposto
poeta que o escreve, a minha homenagem ao
Manuel Maria Barbosa du Bocage, a Portugal
e a todos os nossos irmãos lusitanos.

𝓔𝓛𝓜𝓐𝓝𝓞 𝓝𝓞 𝓡𝓔𝓣𝓞𝓡𝓝𝓞 𝓐 𝓟𝓞𝓡𝓣𝓤𝓖𝓐𝓛

(para António Raúl Reis)

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Ó Gil, o que me fizeste, ingrato irmão?
Eu tão longe da minha gentil Lisboa
(no Rio, em Damão, Macau, Cantão e Goa)
e me roubaste de Gertrúria o coração?

Lutei tanto, fui soldado, fui tenente,
até doente estive em terras de Albuquerque.
Almejava sorte e glórias mas, moleque,
entreguei-me à boêmia vida no Oriente.

Seguindo a rota de Camões mundo afora,
busquei riqueza e glória n’outras terras.
De que valeu? Esforço vão… foi tudo embora…

Sem Gertrúria comigo, mais nada importa.
“Já Bocage não sou!…” Tudo se encerra
quando a esperança está morta.

Remisson Aniceto

do livro Para uma Nova Era, poesia & prosa, página 152

(Editora Patuá, 2019)

Esta publicação é da responsabilidade exclusiva do seu autor.

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