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Sabia que os portugueses têm sangue russo e ucraniano?

Segundo um estudo científico internacional quase 100% dos homens portugueses e espanhóis são resultado de um grande fluxo migratório verificado há 4500 anos.

O estudo foi liderado pela Harvard Medical School, dos Estados Unidos, e pelo Instituto de Biologia Evolutiva, de Barcelona, tendo a colaboração de um total de 111 investigadores, incluindo portugueses, das universidade do Minho, de Coimbra e Lisboa.

O estudo analisou a população da região hoje dividida entre Portugal e Espanha dos últimos 8.000 anos, incluindo o fluxo genético correspondente à chegada da agricultura, há 7.500 anos, as trocas genéticas com o norte de África, desde há 4.000 anos, e o grande fluxo migratório do início da idade do bronze, há 4.500 anos, a partir das estepes russas e ucranianas.

O padrão destes migrantes representava na altura cerca de 40% do perfil genético da Península Ibérica e praticamente 100% das linhagens masculinas do território. O que sugere que aqueles migrantes das estepes eram sobretudo do sexo masculino e, de algum modo, substituíram os homens locais.

Ou seja, a investigação provou que um grande número de homens da Europa central se deslocou para a Península Ibérica e se juntou a mulheres locais, substituindo a população masculina existente. As equipas analisaram os genomas de 403 antigos ibéricos que viveram entre 6.000 A.C. e 1.600 D.C., 975 pessoas de fora da Península Ibérica e cerca de 2.900 habitantes atuais da península. A investigação permitiu concluir que em 2.500 A.C., há 4.500 anos, não havia ancestrais recentes de fora da Península e que 500 anos depois os ancestrais por via paterna iam dar à Europa central e de leste.

Os investigadores consideram o resultado uma surpresa, uma vez que não têm evidência científica que prove que os homens ibéricos tenham sido exterminados ou deslocados à força (não há indícios de violência nesse período). Admitem, por isso, que as mulheres ibéricas, por alguma razão, preferissem os recém-chegados.