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PSD apresenta voto de pesar pela morte de Samuel Paty

Na passada sexta-feira, dia 16 de outubro, o professor Samuel Paty, foi assassinado junto ao colégio, nos subúrbios de Paris, onde ensinava História e Geografia. O ataque alegadamente levado a cabo por um jovem de origem chechena, “foi mais um episódio do radicalismo islâmico na Europa com comportamentos que são incompatíveis com as exigências de um estado democrático”, pode ler-se em comunicado do PSD que apresentou um voto de pesar na Assembleia da República.

“O ataque terá acontecido apenas porque, em contexto de aula, numa discussão sobre a liberdade de expressão, foi abordada a questão dos cartoons do profeta Maomé que no passado estiveram na origem de atos de violência e de extenso debate público em França e por todo o mundo”, pode ler-se no voto de pesar.

O PSD considera que “este atentado terrorista veio, mais uma vez, procurar através do terror e da violência sobre inocentes, abalar os valores da liberdade religiosa, da liberdade de expressão e afetar as bases da democracia e do Estado de Direito”. Os sociais democratas insistem que “a separação entre o Estado e a religião, o respeito pelas diferenças e pelas culturas, são valores em que se alicerçam as sociedades democráticas europeias”.

Tal como referiu o Presidente Emmanuel Macron, o professor Paty foi morto porque “encarnou valores da República, como o laicismo” acrescentando que a França não cederá a este tipo de ataques.

Samuel Paty que, a título póstumo, recebeu a Legião de Honra, a mais importante condecoração francesa passou a encarnar, segundo o Presidente francês, “a cara da luta pela liberdade e razão”, uma luta que Macron diz que continuará em seu nome “porque é mais necessária que nunca”.

O voto de pesar é assinado pelos deputados do PSD Carlos Alberto Gonçalves, Catarina Rocha Ferreira, Nuno Carvalho, Eduardo Teixeira, José Cesário, Isabel Meireles e Pedro Roque.