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“Portugueses provaram que podemos ser os melhores do mundo em qualquer área”

© Luís Vieira Cruz / BOM DIA

O papel estratégico da diáspora e a capacidade de integração dos emigrantes portugueses estiveram no centro do debate durante a primeira edição do fórum Portugal Nação Global. Em entrevista ao BOM DIA no Centro Cultural de Belém, Luís Miguel Ribeiro, presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP), defendeu que os cidadãos nacionais residentes no estrangeiro representam “o maior ativo do país” e que a sua competência coloca-os “ao nível dos melhores do mundo”.

No papel de coorganizador deste evento, Luís Miguel Ribeiro explicou ao BOM DIA que o convite para o envolvimento da associação que dirige surgiu, por parte da secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, devido ao trabalho da AEP junto da emigração, sobretudo através do projeto da Rede Global da Diáspora, plataforma digital que já conta com portugueses inscritos em mais de 150 países.

No plano económico, o empresário destacou que a proximidade com os emigrantes permite captar investimento, incentivar o regresso de jovens qualificados e apoiar a internacionalização de pequenas empresas. “Os portugueses espalhados pelo mundo podem ajudar-nos a identificar oportunidades, ajudar a mitigar o risco do negócio por conhecerem os potenciais signatários dos negócios que possam vir a fazer”, explicou, reforçando que o posicionamento de Portugal em instituições e comunidades internacionais cria oportunidades de mercado.

Para além da vertente empresarial, o Luís Miguel Ribeiro sublinhou que a trajetória de sucesso dos portugueses além-fronteiras deve servir de exemplo interno para combater complexos de inferioridade. “Devemos ser justos e reconhecer que muitos portugueses já vieram provar que nós podemos ser os melhores do mundo em qualquer área”, afirmou, reiterando que o país “tem o dever de potenciar este recurso humano para garantir o crescimento económico”.

O Fórum Portugal Nação Global, um evento promovido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros em parceira com a secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, com a Fundação AEP, com o Banco Português de Fomento e com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

Veja, em baixo, a entrevista completa.

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