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Portugueses apoiam restrições e aceitam Natal com regras

De acordo com o barómetro da Aximage para o Jornal de Notícias e a TSF, os portugueses estão preparados para sacrificar o período de festas deste ano. Se o número de casos continuar elevado durante os próximos dias, a noite de Natal deverá ser passada longe da família mais alargada: 71% acham que o Governo deve impor restrições, em particular os inquiridos com 65 ou mais anos (82%) e os habitantes da região Norte (75%). No caso das comemorações do Ano Novo, o apoio às restrições é quase unânime nestes dois grupos: 90% por parte dos mais velhos e 87% dos habitantes do Norte.

Ao contrário, apenas um em cada cinco portugueses rejeita uma intromissão tão radical do Governo no próximo Natal (15% no caso das restrições à festa de passagem do ano). A resistência é maior no escalão etário dos 18 aos 34 anos (27%) e entre os que vivem na Área Metropolitana de Lisboa (25%).

Conclui-se que a grande maioria da população aceita medidas como a proibição de viajar entre concelhos durante quatro dias, bem como o fecho das escolas e a tolerância de ponto na segunda-feira: 57% acham que é adequado. Mas vale a pena notar que 19% as consideram insuficientes e queriam ainda mais, de novo com destaque para o Norte (31%).

O Governo parece estar em sintonia com a população no que diz respeito à imposição do recolher obrigatório (entre as 23 e as 5 horas durante os dias de semana; a partir das 13 horas aos fins de semana e feriados): 67% concordam total ou parcialmente. Recorde-se, no entanto, que já foram mais. No barómetro de outubro, e quando ainda não tinham experimentado as contrariedades desta restrição, eram 81%.

Há uma maioria de portugueses que continuam a confiar no Governo para lidar com a pandemia (41%). Mas são ainda mais os que apontam as medidas inadequadas no combate a esta segunda vaga (59%) e, dentro deste grupo, os que lamentam a demora em aplicar as restrições (38%).

Quando se compara o grau de confiança no Governo com a que se deposita no Serviço Nacional de Saúde e nos seus profissionais, a balança pende para o lado dos segundos: António Costa e os seus ministros suscitam grande confiança em 41% da população (26% têm pouca), mas o SNS e os profissionais de saúde são elogiados por 70% dos inquiridos (10% não estão convencidos da sua eficácia).