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Português no Senegal faz três horas de carro para votar nas Presidenciais

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De Ndayne até Dakar, no Senegal, três horas de viagem de carro, ida e volta, foi o percurso feito por Mário Oliveira para exercer o seu direito de voto nas eleições presidenciais portuguesas, na embaixada de Portugal em Dakar.

A trabalhar no Senegal há menos de um ano (na construção de um porto de águas profundas), Mário continua recenseado em Portugal, o que o obrigou a deslocar-se à capital senegalesa para votar. Apesar do esforço e da logística envolvida, garante que a participação cívica compensou.

O português adianta que ficou surpreendido quando viu o boletim de voto com 14 candidatos, quando são apenas 11 os candidatos a Belém (recorde-se que os boletins foram impressos antes da validação das candidaturas e algumas pessoas não estão a par da situação). Para votar, Mário Oliveira admite que, além do documento de identificação, levou um amuleto da sorte: uma camisola do Vitória de Setúbal (cidade onde nasceu).

Esta é a segunda vez que este engenheiro português vota em mobilidade: em 2025, estava na Hungria quando ocorreram as eleições legislativas. A história pode ser ouvida na íntegra no “Jornal das Comunidades”, disponível na RDP Internacional.

O testemunho de Mário Oliveira ilustra as dificuldades que muitos portugueses residentes no estrangeiro enfrentam para participar em atos eleitorais, sobretudo em países com grandes distâncias e poucos postos de voto. É o caso dos cidadãos portugueses residentes em Palma de Maiorca que para exercerem o direito de voto têm de se deslocar ao consulado de Portugal em Barcelona. Esta situação poderá afastar a maioria da comunidade eleitoralmente ativa, segundo Fernando Patrício Cabaço, dirigente associativo na ilha (saiba mais aqui).

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