Portugal em risco de falhar final da Eurovisão, segundo casas de apostas
Portugal poderá ficar de fora da final do Festival Eurovisão da Canção, de acordo com a média das principais casas de apostas, numa edição marcada pela contestação à participação de Israel e pelo boicote de cinco países ao concurso.
Embora haja 35 países em competição, apenas 25 estarão na final, e a avaliar pela média de várias casas de apostas, calculada pelo ‘site’ eurovisionworld.com, especializado no concurso, Portugal, representado pelos Bandidos do Cante com a canção “Rosa”, não deverá conseguir o apuramento.
Na semifinal de terça-feira, além de Portugal, o quinto país a atuar, estarão em competição Moldávia, Suécia, Croácia, Grécia, Geórgia, Finlândia, Montenegro, Estónia, Israel, Bélgica, Lituânia, São Marino, Polónia e Sérvia.
Dos 15 países em competição, apenas dez passam à final e, na sexta-feira à tarde, Portugal surgia em 11.º lugar nas apostas relativas à primeira semifinal. Caso se confirme, não será a primeira vez que Portugal falha a passagem à final: aconteceu em 2011, 2012, 2014, 2015 e 2019.
O Festival Eurovisão da Canção arranca na terça-feira, com a primeira semifinal, seguindo-se a segunda semifinal na quinta-feira e a final no sábado, 16 de maio.
Este ano serão 35 os países em competição, após as desistências de Espanha, Irlanda, Países Baixos, Eslovénia e Islândia, motivadas pela participação de Israel no concurso, e os regressos da Bulgária, Roménia e Moldávia, após períodos de ausência.
Os boicotes estão relacionados com os ataques militares de Israel na Faixa de Gaza desde outubro de 2023, que provocaram mais de 72 mil mortos e foram classificados como genocídio por uma comissão internacional independente de investigação das Nações Unidas.
Na segunda semifinal, marcada para quinta-feira, serão escolhidas outras dez canções entre as representantes da Bulgária, Azerbaijão, Roménia, Luxemburgo, República Checa, Arménia, Suíça, Chipre, Letónia, Dinamarca, Austrália, Ucrânia, Albânia, Malta e Noruega.
Além dos 20 países apurados nas semifinais, terão entrada direta na final o país anfitrião, Áustria, e quatro dos chamados ‘Big Five’: França, Alemanha, Reino Unido e Itália, já que Espanha boicotou esta edição.
O Festival Eurovisão da Canção é organizado pela União Europeia de Radiodifusão (UER), em cooperação com operadores públicos de televisão de mais de 35 países, incluindo a RTP.
O concurso realiza-se anualmente desde 1956 e já teve países excluídos, como a Bielorrússia, em 2021, após a reeleição de Aleksandr Lukashenko, e a Rússia, em 2022, após a invasão da Ucrânia.
Israel participa na Eurovisão desde 1973, sendo o primeiro país não europeu a integrar o concurso, e venceu por quatro vezes.
Este ano voltaram a surgir apelos ao boicote. Em abril, foi divulgada uma carta aberta subscrita por mais de 1.100 músicos e profissionais da cultura de vários países, incluindo Portugal.
A longa de lista de subscritores inclui artistas e bandas como Carlos Mendes, Cristina Branco, Hetta, Iolanda, Janeiro, Jorge Palma, Júlio Resende, Linda Martini, Scúru Fitchádu, Selma Uamusse, Stereossauro, The Legendary Tigerman, Brendan Perry (Dead Can Dance), Brian Eno, Chester Hansen (BADBADNOTGOOD), IDLES, Massive Attack, Peter Gabriel, Primal Scream e Sigur Rós.
Os subscritores lembram que, “pelo terceiro ano consecutivo, os milhões de pessoas que se espera que acompanhem o concurso verão Israel a ser celebrado em palco, apesar do genocídio em curso em Gaza, enquanto a Rússia continua banida pela invasão ilegal da Ucrânia”.
A maioria dos participantes no Festival da Canção da RTP, realizado em março, tinha anunciado previamente que recusaria representar Portugal na Eurovisão caso vencesse o concurso.
A longa de lista de subscritores inclui artistas e bandas como Carlos Mendes, Cristina Branco, Hetta, Iolanda, Janeiro, Jorge Palma, Júlio Resende, Linda Martini, Scúru Fitchádu, Selma Uamusse, Stereossauro, The Legendary Tigerman, Brendan Perry (Dead Can Dance), Brian Eno, Chester Hansen (BADBADNOTGOOD), IDLES, Massive Attack, Peter Gabriel, Primal Scream e Sigur Rós.
Os subscritores lembram que, “pelo terceiro ano consecutivo, os milhões de pessoas que se espera que acompanhem o concurso verão Israel a ser celebrado em palco, apesar do genocídio em curso em Gaza, enquanto a Rússia continua banida pela invasão ilegal da Ucrânia”.
No ano passado, em Basileia, na Suíça, manifestantes pró-Palestina e polícia entraram em confronto no dia da final.
Na 69.ª edição, vencida pela Áustria com “Starmania”, interpretada por JJ, Portugal terminou em 21.º lugar com “Deslocado”, dos Napa.
Portugal estreou-se no Festival Eurovisão da Canção em 1964 e venceu apenas uma vez, em 2017, com “Amar pelos dois”, de Luísa Sobral, interpretada por Salvador Sobral.