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Os dias de cinema português estão a chegar ao fim

© DR

Os “Portuguese Cinema Days in Berlin 2022” terminam com cinco sessões em cinco dias consecutivos, de dia 2 a 6 de dezembro, no cinema Moviemento, em Kottbusser Damm 22.

Dia 2, às 19h30, será exibido “O Fim do Mundo”, uma longa-metragem sobre jovens da comunidade de origem cabo-verdiana que vive na Reboleira. Um filme muitíssimo premiado (Caminhos do Cinema Português; Indie Lisboa; prémio Árvore da Vida), que, por ser feito inteiramente com atores e figurantes negros, representa um marco em termos de diversidade no panorama do cinema nacional e até europeu. Ou, nas palavras do seu realizador, Basil da Cunha: “este filme dá voz e luz a quem está na sombra em Portugal”.

No dia 3, o primeiro filme é uma curta de animação, nomeadamente, “O Homem do Lixo”. Laura Gonçalves recorda um emigrante em França e os presentes que trazia todos os anos para familiares e amigos nas férias em Belmonte.

O segundo filme, “No Táxi do Jack”, um híbrido entre o documentário e a ficção, apresenta-nos Joaquim, um português com um carisma especial, que trabalhou muito, tanto em Portugal, como em Nova Iorque, onde chegou a ter no seu táxi Jacqueline Kennedy e Muhammad Ali, e aos 67 anos é atingido pela crise em Portugal, que lhe rouba o emprego e o faz andar numa espécie de via-sacra da burocracia até conseguir a reforma antecipada.

No domingo, dia 4, “Invisível Herói” será o primeiro filme e tem uma história curiosa. A realizadora Cristèle Alves Meira conheceu Duarte quando estava a fazer um casting de pessoas com deficiência visual para o seu filme “Alma Viva”. Ficou tão impressionada com o carácter dele, que decidiu fazer uma curta-metragem sobre este homem de cerca de cinquenta anos que não deixa que a cegueira lhe roube a alegria e a independência.

“Invisível Herói” foi considerado o melhor filme curta-metragem europeu no festival de curtas de Clermont-Ferrand, e venceu também o prémio Árvore da Vida em Portugal.

O segundo filme é “Super Natural”, de Jorge Jácome, um filme experimental que convida o público a um envolvimento diferente com esta temática. Teve estreia mundial na Berlinale, onde ganhou o prémio FIPRESCI na secção Fórum.

No penúltimo dia, “Menina” é o filme que será exibido. Trata-se de uma realização sobre uma família de emigrantes portugueses em França, com Beatriz Batarda e Nuno Lopes no papel de pais da Luísa.

A mostra de cinema português termina no dia 6, às 19:30, com o filme de Miguel Gomes sobre o primeiro confinamento da crise pandémica. “Diários de Otsoga” é um típico Miguel Gomes, desta vez filmado de trás para a frente, como o título, “Agosto” escrito ao contrário, já dá a entender. Um filme que avança sempre em direção a dias precedentes, e vai revelando ao público que, afinal, nada é o que parecia.

No final de cada sessão há um momento de convívio na Lounge do cinema, onde se servirá vinho do Porto oferecido pelas empresas portuguesas SuperIberico, O Lagar e Amélia.

Esta mostra de cinema tem o apoio do MNE – Comunidades Portuguesas, e da Caixa Geral de Depósitos.

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