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O sabidão

Quem sabe tudo é sabidão e merece uma estátua,
Mesmo sendo pedra no sapato na comunidade,
Ou advogado mesmo chato, ou um juiz acanhado
Sem eira nem beira, e sem sentenças concretas.

O sabidão pode ser um encenador um orgulhoso
Um xadrezista, malabarista e pro-alpista
Um coveiro, dramaturgo, ou um ranhoso
Um coxo correndo de gravata na ecopista.

Este poema é um cão, silencio que grita
Este poema é um eco puxado a amor e sal
Uma estátua de talento que agita
Monstros e jornalistas neste arraial.

Um poeta navega nas águas do desejo
É filho das letras e do romantismo
Tem olhos no tempo, e tempo para um beijo.

O poeta descreve lutas, anuncia a paz dos cativos
Quebra preconceitos e abre seu peito de frágua
Planta ideias novas para todos os vivos
E aponta um futuro risonho com olhos rasos de água.

José Valgode

 

Esta publicação é da responsabilidade exclusiva do seu autor.