De que está à procura ?

alemanha
Lisboa
Porto
Berlim, Alemanha
Colunistas

O poeta é um fingidor

Pessoa disse que o poeta é um fingidor.

Pessoa, mas qual pessoa? Eu não.

Meus versos não são consagração à guerra

Nem são dados à ira e ao rancor.

Meus poemas são ecos nesta terra

Que levantam o véu da humanidade em dor.

Meus poemas não fingem ser, eles são

O sangue das palavras concretas e concisas

Que alertam os que fingem que tudo é natural,

Desmascaram a bestialidade, os sodomitas,

Os pedófilos, e a imoralidade à frente dos olhos.

O poeta é um fingidor, disse Pessoa,

Mas qual pessoa? Eu certamente não!

Minhas palavras em prosa ou em verso

Mostram o poder da poesia, e a inacção

Dos poetas que fazem cócegas em vão.

O poeta ou escreve, ou finge

Que escreve. Se finge escrever,

Pessoa afinal tinha razão.

Minhas palavras

São versos e ideias que pari e extirpei

De mim, de ti, e de quem odeia

A passividade diante da covardia

E da violência que se observa a cada dia

Na Mídia, a mera relatadora de desgraças

Mas que nunca explica as causas.

E os por quês de tanto vandalismo e agonia.

O poeta que não finge, escreve poesia concisa,

Na hora, para que venha depois a dar fruto

E semente, que a verdade sempre realiza!

Esta publicação é da responsabilidade exclusiva do seu autor.