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O Poema não é (in)sofrimento

O poema não termina quando o poeta pensa,

Não deve ser aviltado, tampouco volúvel,

Nem hipócrita, nem contraditório,

Nem criança, nem adulto nem velhinho

Nem um caduco. E jamais caduca no velório.

 

O poema não é sofrimento, nem (in)sofrimento,

Nem um banquete, nem carente de fibras

De amor, como lealdade ou honradez.

A poesia é soberana e quotidiana,

Está presente no parto, no nascimento

Na vida, entre amigos e na sensatez

 

Quando ela é pura, justa e leal,

Ela é êxtase, êxodo, e exílio.

É tudo quanto nós quisermos

E quando quisermos amar.

Mas ela não é sofrimento e guerra.

Também não é maldição, nem escuridão.

 

Ela é vida e viva em cada gesto e acto,

Ela é de facto superior à arrogância,

À demência dos sábios deste mundo

Cão, rafeiro, porco que odeia a limpeza.

 

A poesia jamais poderá ser pretensão do mal

Alheio, fechando os olhos à pena de morte,

Existe só um dador da vida, e que a pode

Tirar. Como há só um que pode ressuscitar,

E criar dos elementos do solo, um novo

Adão. Há só um que pode condenar, e dar

Perdão. O   Criador   é   o   maior   poeta.

 

Por isso não é o poeta que escolhe a

Poesia. Esta é quem o escolhe, e revela

Liberdade na expressão das palavras

Que fazem da vida, a beleza de cada dia,

Onde a poesia desvenda as coisas mais insignificantes

Que dão à vida, significado, amor, e imensa alegria!

 

JOSÉ VALGODE

(A arte é a arte de com arte criar arte!)

Esta publicação é da responsabilidade exclusiva do seu autor.