De que está à procura ?

alemanha
Lisboa
Porto
Berlim, Alemanha
Colunistas

No pasto das manhãs

Ando por aqui. Teu rasto não tem cura…
Farejo como um cão tuas pisadas vãs
Desenho madrugadas, sonhos de ternura
No transcorrer das noites o pasto das manhãs

Preguiçam meus desejos pelos valados ermos
E vai tão alto o dia que o não alcanço já
Padecem meus sentidos de frenesins enfermos
E peço-te uma esmola e o teu olhar não dá

Persisto por aqui. A solidão é tanta…
Não sei dizer-te amor porque é amor demais
Meu coração palpita, a minha alma canta
E o chilrear dos dias soletra “Nunca mais”…

E nunca mais porquê? Porque não vens tão cedo
E meu amor aumenta na proporção do medo…

 

Esta publicação é da responsabilidade exclusiva do seu autor.