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Nem sempre o silêncio é d’oiro!

A “Visão Estratégica para o Plano de Recuperação 2020/2030”, da autoria do professor António Costa Silva, está em discussão pública até ao próximo dia 21. Os contributos podem ser enviados para um endereço criado para o efeito (plano.recuperação@pm.gov.pt).

Há uma legítima expectativa de que os partidos políticos façam deste documento uma base de trabalho para o futuro de Portugal. O silêncio de hoje tornará inconsequentes as críticas de amanhã.

Apresentada no dia 21 de julho, a proposta teve o contributo de diversas entidades públicas e privadas. Foi submetida a debate público no dia em que ficamos a conhecer o acordo histórico europeu para a estratégia de recuperação. Portugal poderá contar com mais de 57 mil milhões de euros até 2030.

Ora, controlar a pandemia, aprendendo a viver numa nova normalidade, minorar efeitos económicos e sociais, trabalhar na frente europeia para uma solução boa para a Europa e boa para Portugal, e, ao mesmo tempo, construir uma estratégia para o pós-crise tem sido um trabalho bem-sucedido de toda a sociedade e de todo o Estado. Somente a excessiva partidarização da vida coletiva poderia impedir o saudável reconhecimento do esforço e dos resultados do Governo e do primeiro-ministro que o lidera.

Duas outras importantes decisões, há muito reclamadas, foram tomadas na semana passada: a aprovação do Banco Português de Fomento (BPF) e a abertura de uma linha de crédito de mil milhões de euros destinada a financiar as micro, pequenas e médias empresas. São dois instrumentos que poderão ter um efeito positivo na salvaguarda de uma relevante capilaridade económica, essencial à criação de riqueza e à conservação do emprego.

A oposição parlamentar tem o dever de, construtivamente, criticar e propor o aperfeiçoamento da estratégia de recuperação em discussão pública. E ganhará quando se congratular com as vitórias de Portugal.

José Luís Carneiro

 

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