De que está à procura ?

Portugal

Montenegro: PSD motivadíssimo para voltar a ser governo

© Lusa

O presidente do PSD, Luís Montenegro assegurou que estar preparado para “fazer aquilo que tem que ser feito” para que o PSD volte a ser Governo e disse sair do congresso do Porto “motivadíssimo”.

“Estou preparado para fazer aquilo que tem que ser feito, para dar ao PSD a possibilidade de tornarmos a governar Portugal”, afirmou, à saída do palco do 40º. Congresso do PSD, no Porto, depois de ter cumprimentado dezenas de militantes. “Estou motivadíssimo, motivadíssimo”, salientou.

“Comigo e com o PSD, antes quebrar que torcer! Jamais abdicarei dos princípios da social-democracia e da essência do nosso programa eleitoral para governar a qualquer custo”, assegurou.

E acrescentou: “Acreditem, se algum dia for confrontado com a violação dos nossos princípios e valores para formar ou suportar um Governo, o partido pode decidir o que quiser, mas não serei eu o líder de um Governo desses”.

Pelo contrário, acusou o PS de ter “ultrapassado muros” para se associar a partidos extremistas.

“António Costa, Pedro Nuno Santos, Fernando Medina, Mariana Vieira da Silva, Ana Catarina Mendes, e por aí fora, violaram os princípios do socialismo moderado para evitar a reforma política antecipada do atual primeiro-ministro”, acusou.

Ainda assim, assegurou que tudo fará para que o PSD para “dar um Governo novo a Portugal”

“Tudo faremos para que esse Governo tenha estabilidade e condições de governabilidade. Somos um partido livre, de compromissos e de entendimentos quando e se necessários. Mas nunca, nunca violaremos os nossos princípios e valores”, reiterou, tendo por trás no palco um ecrã com a mensagem ‘Acreditar – Luís Montenegro 2026’, a data prevista das próximas legislativas.

Lusa

Num discurso de mais de 50 minutos, Montenegro fez questão de afastar a discussão ideológica sobre o posicionamento do partido.

A reunião magna do PSD ficou marcada pela eleição dos órgãos nacionais do partido, sendo que a Comissão Política Nacional de  Luís Montenegro foi eleita com 91,6% dos votos.

De acordo com os resultados anunciados pelo presidente da mesa do Congresso, Paulo Mota Pinto, votaram para a Comissão Política Nacional 721 delegados, dos quais 661 na lista para a direção, o que corresponde a 91,6% dos votos.

À Mesa do Congresso, a que só concorria a lista da direção encabeçada pelo presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, obteve 674 votos (93,5%)

A lista única para a Comissão Nacional de Auditoria Financeira, liderada pelo antigo chefe da Casa Civil do Presidente Cavaco Silva, José Nunes Liberato, conseguiu 672 votos.

Lusa

TÓPICOS