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MNE reconhece excesso burocrático como principal entrave aos investidores da diáspora

© Luís Cruz / BOM DIA

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, reconheceu esta quinta-feira que o excesso de burocracia na hora da criação de novos negócios é o maior entrave aos investidores da diáspora.

“Há um desafio que a falar com as comunidades portuguesas encontro muitas vezes, a burocracia. Já várias pessoas me disseram que querem abrir um pequeno negócio e que têm dificuldades imensas devido aos processos administrativos, e este é um mal que quem tem iniciativa em Portugal também sofre”, disse o governante durante a sua intervenção no painel “Oportunidades para Portugal global”, no primeiro Fórum Portugal Nação Global, iniciativa do Ministério dos Negócios Estrangeiros e da secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, que decorre no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

Para Paulo Rangel, este é um entrave que se adensa quando falamos dos investidores portugueses que residem no estrangeiro: “São pessoas que vivem entre os dois países e com capacidade de investimentos de alcance médio que podem ter efeito na vida daquelas localidades. Mas ir e vir a Portugal é extremamente difícil, e este movimento vai-vem tem mais dificuldade para lidar com questões de burocracia”.

Aludindo aos nomes do evento e do painel que integrou ao lado do gestor António Hora-Osório e do presidente da Direção do Conselho da Diáspora Portuguesa, o ministro dos Negócios Estrangeiros defendeu também que Portugal se tem que tornar “mais global”, de forma a entrar “numa nova era física, mas sobretudo digital”.

“A simplificação administrativa é a primeira grande necessidade do país. É este o exame que o Governo tem que passar, porque perdemos imensas forças, tempo e investimento pessoal porque ele vai ter barreiras administrativas”, acrescentou.

Luís Cruz / BOM DIA

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