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Memórias da Chuva

Dentro das paredes do saber,

templo de culto da solidão,

perscruto o fragor da chuva

arauto dos mistérios da criação.

Descerro a janela da memória

embaciada de recordações,

e parto enlevado em velhas canções

para junto da criança que fui outrora.

De mãos dadas,

como se não houvesse amanhã,

chapinhamos nas poças de água

exalamos o cheiro a terra molhada

corremos pelos campos em flor

aspergidos do orvalho da aurora,

à procura dos buracos dos grilos

que apanhamos com delicado fervor.

Ao som dos seres cantores

prisioneiros em gaiolas coloridas,

adormecemos lado a lado

imaginando mil e uma novas partidas!

Daniel Bastos, “Memórias da Chuva”, in Terra.

Esta publicação é da responsabilidade exclusiva do seu autor.