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Master Export: internacionalização da metalomecânica e do habitat

Teve lugar no passado dia 24 de março, a Sessão de Encerramento do Projeto Master Export, organizado pela AECA – Associação Empresarial de Cambra e Arouca, evento acolhido nas instalações da Câmara Municipal de Vale de Cambra em formato hibrido (Webinar na plataforma Teams e presencial). 

A abertura da sessão foi feita por Carlos Brandão, Presidente da Direção da AECA, por José Pinheiro, Presidente da Câmara Municipal de Vale de Cambra e António Carlos Duarte, Vereador da Câmara Municipal de Arouca. 

Carlos Brandão destacou que, apesar dos constrangimentos provocados pela pandemia, o projeto foi bem-sucedido resultando em elevado valor acrescentado, para o tecido empresarial das duas regiões. Como principais resultados do projeto, destaca o estabelecimento de parcerias entre empresas e o fortalecimento da relação com a diáspora. O presidente da AECA deixa um especial agradecimento à Câmara Municipal de Arouca e à Câmara Municipal de Vale de Cambra enquanto parceiros estratégicos do projeto. 

O anfitrião José Pinheiro, salientou a importância do projeto “Master Export” para o território e, a vontade de continuar a dinamizar e apoiar projetos que fortaleçam a indústria da região. Destaca ainda os benefícios da digitalização para o desenvolvimento da economia regional e nacional, reiterando a necessidade e o suporte existente na adoção das novas tecnologias. 

António Carlos Duarte, reforçou o papel dos empresários da região, na resiliência e superação da pandemia, saudando a estrutura da AECA pelo suporte às empresas e alta taxa de concretização do projeto num período tão custoso, como o vivido nos dois últimos anos. Destaca a importância dos clusters da Metalomecânica e do Habitat enquanto setores regionais estratégicos e a sustentabilidade, assim como as pessoas e a qualidade, enquanto fatores críticos de sucesso na abordagem aos mercados europeus. 

Depois da sessão de abertura, Adriano Fidalgo, consultor do projeto, apresentou as várias atividades desenvolvidas ao longo do projeto “Master Export”; pesando embora os contratempos pandémicos resultantes do SARS-COV COVID-19, sendo feitos ajustes necessários, para concretizar uma taxa de realização próxima dos 100%. Destacando-se:

  • Campanhas de promoção e divulgação, com recurso aos “media” e ao marketing digital, para a promoção da oferta nacional, nas fileiras da Metalomecânica e do Habitat nos países alvo; e produção de Vídeo promocional;
  • Missões Institucionais, cujo objetivo é produzir e divulgar conhecimento sobre estas fileiras nos mercados alvo, junto de potenciais parceiros. Foram realizadas missões institucionais aos mercados de França, Luxemburgo e Polónia;
  • Capacitação para a internacionalização dos clusters do Habitat e da Metalomecânica. Identificação de boas práticas e ferramentas digitais (procura de oportunidades, utilização de conhecimentos de casos bem-sucedidos e abordagem de pontos chave para uma exportação bem-sucedida);
  • Criação de Plataforma Digital, de suporte à exportação, que teve como objetivo disponibilizar conteúdos e ferramentas desenvolvidas ao longo do projeto;
  • Informação sobre práticas de atuação na dinamização da atividade em Portugal. As atividades de capacitação para a exportação e internacionalização traduziram-se em conferências, realizados por consultores séniores distinguidos nas matérias de marketing e estratégia, tendo sido envolvidas empresas da região para partilha de experiências, e caminho percorrido, enfocando-se os casos de insucesso no sucesso;
  • Estudos – Cadernos de mercados: Espanha, França, Bélgica, Luxemburgo e Polónia;
  • Estudo prospetivo: Mapeamento das oportunidades nas fileiras da metalomecânica e habitat;
  • Participação em feira internacional em França (Batimat) e visita a Maison et Object, também em Paris;
  • Catálogo Digital/montras das empresas da região;
  • Estudo de Benchmarking, com a participação das empresas da região;
  • Missões Inversas com compradores europeus. 

Adriano Fidalgo destacou a necessidade de se ter procedido a um estudo de benchmarking nacional e internacional, identificando-se boas práticas nacionais e internacionais. 

A sessão contou com a participação de Raúl Reis, do BOM DIA, que se apresentou como um parceiro estratégico, realçando o sucesso das empresas e produtos portugueses no mercado europeu. Apontou as redes empresariais da diáspora, como um veículo fundamental para a internacionalização. Finalizou, salientando o alinhamento do jornal com as diversas iniciativas associativas e empresariais nacionais. 

José de Matos da APCMC (Associação Portuguesa dos Comerciantes de Materiais de Construção) salientou os benefícios da convergência estratégica entre os atores públicos e privados para a internacionalização das empresas e territórios nacionais. Explorou a alteração do paradigma económico internacional, reiterando a necessidade de cooperação para esbater as dificuldades que se avizinham. Destacou ainda a marca “Made in Portugal Naturally” como um veículo de comunicação primordial para as empresas que trabalham a fileira da casa e dos materiais de construção. Finalizou apontando a adaptação, criatividade e diferenciação, como fatores competitivos nacionais, que permitem esbater os constrangimentos resultantes da reduzida dimensão das empresas. 

Foi apresentado um caso de sucesso internacional, com uma brilhante apresentação da curva de experiência da empresa Catari, por Bernardo Tavares Nery, que partilhou o caminho percorrido pelo grupo, na abordagem aos mais de 50 países, com uma expressão internacional de “mundialização”, dado que mais de 80% do seu volume de negócio encontra-se já no mercado internacional. Apontou os mercados espanhol e dos PALOP, como os de maior proximidade e, desta forma, reduzem os riscos associados à internacionalização. Referiu ainda que, a empresa iniciou o seu processo de internacionalização através da exportação direta e, com o desenvolvimento e reforço da presença, iniciou o processo de abertura de delegações. Apontou a organização e o estudo dos mercados como o fator crítico de sucesso, que permitiram mitigar os riscos de internacionalização, enfocando a necessidade de adaptar o processo de internacionalização, assim como os produtos às características do mercado de destino. 

No espaço de debate José Pinheiro destacou a importância dos empresários desenvolverem uma forte capacidade e ousadia e inovação, referindo que a internacionalização permite reduzir riscos comerciais de operação num único mercado. 

No final da sessão Carlos Brandão fez um balanço muito positivo do projeto, agradecendo a participação e apoio de todos os envolvidos em especial à parceria com a AEA. Salientou a vontade de dar continuidade a este projeto, prosseguindo com o auxílio à internacionalização da PME’s da região.

O Projeto Master Export com o código 37628 é desenvolvido em coo promoção, pelas Associações empresariais AEA e a AECA, no âmbito do Portugal 2020, especificamente, do Sistema de Apoio de Ações Coletivas (SIAC) – Qualificação, inserido no objetivo temático nº3 – “Reforçar a Competitividade das PME”, do Programa Operacional Competitividade e Internacionalização, sendo apoiado pelo FEDER.

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