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Mario Ferri: invasor de campo reincidente

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Ainda antes de se cumprir uma hora de jogo, um ativista invadiu o campo do estádio Lusail onde jogavam Portugal e Uruguai. Tinha vestida uma t-shirt de apoio à Ucrânia e ao Irão e com ele levava uma bandeira LGBT. Este ativista é italiano, chama-se Mario Ferri, e é conhecido por invadir campos para passar uma mensagem.

Ferri é também jogador de futebol amador, tendo jogado pelo clube Tre Flori di San Marino, clube que disputa os campeonatos regionais.

Em 2014, as seleções da Bélgica e dos Estados Unidos jogavam na Arena Fonte Nova, em Salvador, no Brasil, para os oitavos de final do Mundial, quando Mario Ferri invadiu o campo com uma mensagem alusiva à população brasileira. “Salvem as crianças da favela”, lia-se na camisola. Na altura, as autoridades brasileiras determinaram que o italiano, depois de ser detido, tinha três dias para abandonar o país. Crime: desordem da ordem pública.

Mario Ferri é conhecido em Itália como Il Falco, o Falcão, e a sua popularidade enquanto ativista ganhou força quando, em outubro de 2010, decidiu invadir o campo no jogo do Real Madrid com o AC Milan. E usou, em dezembro do mesmo ano, uma t-shirt semelhante à que vestiu esta segunda-feira no jogo em que Portugal disputou o segundo jogo do Mundial com o Uruguai — com o símbolo do Super-Homem.

Nessa altura, jogava-se o Campeonato do Mundo de Clubes, em Abu Dhabi e Mario Ferri entrou em campo com a mensagem “Free Sakineh” (Libertem Sakineh), uma mulher iraniana que recebeu em 2010 a sentença de morte por apedrejamento, depois de ser acusada de adultério. Foi detido e o seu passaporte foi, de imediato, confiscado pelas autoridades.

Já este ano, a propósito da invasão da Rússia à Ucrânia, Mario Ferri dedicou-se a ajudar os refugiados ucranianos que queriam atravessar a fronteira do território ucraniano para a Polónia.

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