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“Marcelo vai deixar saudades pela forma como humanizou a Presidência”

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Paulo Cafôfo, ex-secretário de Estado das Comunidades Portuguesas e atual presidente do Partido Socialista na Madeira, dirigiu-se esta sexta-feira ao presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, através de um longo texto partilhado nas redes sociais, enaltecendo o papel que o Chefe de Estado desempenhou durante os mandatos que agora terminam.

“Apoiei-o na sua candidatura porque vi em Marcelo um Presidente das pessoas. Um Presidente que nunca hesitou em estar presente nos bons momentos, mas sobretudo nos maus. Quando o país sofreu, quando a democracia foi testada, quando o medo, a dor ou a incerteza se instalaram, Marcelo esteve lá. Com falhas, com excessos por vezes, com críticas — muitas delas legítimas — mas sempre com uma qualidade que valorizo: a capacidade de se pôr no lugar do outro”, escreveu o madeirense.

Considerando que os tempos políticos atuais se tornaram num “grito fácil e populismo vazio”, Cafôfo acredita que “Marcelo acabou também por ser um travão natural à extrema-direita populista” por ter evitado embarcar “no ódio”, na normalização “do inaceitável” e por “nunca trocar popularidade por irresponsabilidade”.

Paulo Cafôfo assume ainda que foi enquanto secretário de Estado das Comunidades Portuguesas que melhor conheceu o Presidente da República: “Conheci-o melhor nas muitas viagens, encontros e momentos partilhados com portugueses espalhados pelo mundo. Foi aí que percebi melhor a sua natureza: empático, atento, divertido, por vezes corrosivo na leitura da política e das suas personagens, com um humor muito próprio e um carácter singular”.

De Marcelo, Paulo Cafôfo diz guardar “com particular significado” as palavras dirigidas aquando de uma visita aos portugueses no Canadá: “Disse que eu me tinha saído muitíssimo melhor do que a encomenda, que me conhecia bem e que eu me tinha apaixonado pelas comunidades portuguesas, chegando mesmo a dizer que eu era um super apaixonado por esse trabalho”.

Na mesma mensagem, o líder socialista na Madeira assegura que Marcelo Rebelo de Sousa “vai deixar saudades, não apenas pela figura institucional, mas pela forma como humanizou a Presidência e ajudou a manter a democracia portuguesa num caminho de normalidade, decência e proximidade”.

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