Luxemburgo acolhe conferência sobre ‘Novas Cartas Portuguesas’ e impacto contra a ditadura
O Institut Pierre Werner vai promover, a 26 de maio de 2026, uma conferência sobre a origem de “Novas Cartas Portuguesas” e o impacto deste livro-manifesto que se erigiu como símbolo contra a ditadura salazarista.
Segundo a nota do Institut Pierre Werner, a obra foi escrita a seis mãos por Maria Teresa Horta, Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, nascido de um “ímpeto de sororidade” contra todas as formas de opressão. Logo após a sua publicação, em 1972, o livro foi alvo de censura pelo regime, nomeadamente por ofensa à moral pública.
Contudo, de acordo com o comunicado, a nível internacional, a obra beneficiou de uma “vaga de solidariedade sem precedentes”, com tradução em dez línguas e o apoio do movimento feminista. “Este livro é um símbolo”, afirmou Monique Wittig, membra do Movimento de Libertação das Mulheres (MLF) e co-tradutora da primeira versão francesa, citada no texto.

Para o evento, que decorre às 19h00, estão reunidas três docentes e investigadoras da Universidade Sorbonne Nouvelle: Agnès Levécot, Adília Martins de Carvalho e Ilda Mendes dos Santos. Segundo o instituto, as especialistas vão debater a nova tradução francesa da obra (Ypsilon Éditeur) e a sua receção internacional.
A sessão será introduzida por Renée Wagener, que situará o livro no contexto das lutas feministas na Europa e no Luxemburgo. A iniciativa é co-organizada com o neimënster, em parceria com o Camões – Centro Cultural Português – Luxemburgo, e conta com o apoio mediático do CID Fraen an Gender.
A conferência realiza-se no Neimënster (28, rue Münster, Luxemburgo-Grund), é em língua francesa, tem entrada livre e a organização deseja inscrição através do email: .
