De que está à procura ?

Comunidades

Luso: Diversidade em foco no encontro anual da PARSUK

© DR

No passado dia 18 de outubro, o Great Hall do King’s College London, em Londres, recebeu a comunidade portuguesa no Reino Unido para o Luso, o encontro anual da Associação de Investigadores e Estudantes Portugueses no Reino Unido (PARSUK), que este ano teve como tema central a diversidade.

Na abertura, a presidente da PARSUK, Catarina Liberato, realçou que “a diversidade não é apenas um tema, é um modo de existir”. A sessão contou também com a intervenção da cônsul de Portugal em Londres, Ana e Brito Maneira, que partilhou a sua experiência nas Nações Unidas e no contacto direto com portugueses em situações de vulnerabilidade.

A diplomata destacou a dignidade humana como fundamento dos direitos humanos e a importância de colocar as pessoas no centro da ciência e da tecnologia. Além disso, recordou que os princípios dos direitos humanos (participação, responsabilização, não discriminação, empoderamento e igualdade) devem orientar qualquer esforço de transformação social ou científica. E terminou com um alerta: “Precisamos da ciência mais do que nunca. Precisamos de saber o que é verdade e o que é apenas perceção.”

PARSUK

O primeiro painel do dia, “Incluir para inovar: vozes diferentes, melhores resultados”, explorou a forma como empresas e instituições integram políticas de diversidade e inclusão. Paula Ribeiro partilhou o seu percurso entre Cabo Verde, Portugal e Reino Unido, uma travessia que se transformou numa empresa multicultural. Pedro Correa de Sampaio abordou as idas e vindas das políticas EDI, destacando que promover diversidade é um exercício de resistência. Já Joana dos Reis apresentou números do setor do investimento de risco que evidenciam desigualdades persistentes e a urgência de desenhar métricas que conduzam a uma mudança real.

O segundo painel, “Diversidade em Inteligência Artificial: onde estamos e para onde vamos”, reuniu Inês Prata Machado, Francisco Valente Gonçalves e Ricardo Rei, que discutiram as implicações éticas da falta de diversidade nas bases de dados e nos algoritmos. A falta de representatividade nos sistemas inteligentes foi apontada como risco de novas desigualdades, sobretudo na área da saúde.

Durante a tarde, decorreu o “Café com Carreira”, um momento de networking que reuniu investigadores, empreendedores, comunicadores e profissionais de diferentes áreas. Seguiu-se um momento musical com o bailarino e músico Martinho Santos, e a entrega do prémio Research Pitch, patrocinado pela Anglo-Portuguese Society, atribuído a Leonor Serrano Lopes, com menção honrosa a Ricardo Peres.

PARSUK

Ana Faro (alumna PARSUK) foi responsável por um keynote onde abordou os desafios e oportunidades da implementação de políticas de equidade, diversidade e inclusão no meio académico.

PARSUK

“O evento foi possível graças ao apoio do nosso patrocinador principal Connects-UK, com cofinanciamento da União Europeia, e ao contributo de todos os nossos parceiros e instituições que, ano após ano, ajudam a fortalecer esta rede de ciência e comunidade. Obrigado a todos os voluntários, oradores e participantes que tornaram o LUSO 2025 uma realidade, em particular à Mariana Almeida, que liderou com excelência a organização desta edição.”, lê-se no site da PARSUK.

PARSUK

Organizado anualmente, o Luso tem como objetivo aprofundar a reflexão sobre temas globais relevantes para as sociedades portuguesa, britânica e global. Além disso, é também uma oportunidade para fortalecer as relações com e entre os membros da PARSUK e estabelecer novos contactos e parcerias.

TÓPICOS

Siga-nos e receba as notícias do BOM DIA