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Jorge Pinto candidato a Belém: Ex-emigrante na Bélgica é europeísta convicto

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O deputado e candidato às eleições presidenciais de 2026 Jorge Pinto tem procurado, ao longo da sua campanha, dar visibilidade às questões da diáspora portuguesa, defendendo que as comunidades no estrangeiro devem ter um papel ativo no debate político nacional.

Em entrevista ao LusoJornal, o candidato assumiu que pretende “levar a diáspora para a campanha eleitoral” e sublinhou a importância de repensar os mecanismos de participação cívica dos portugueses residentes fora do país, incluindo a possibilidade de testar o voto eletrónico à distância para eleitores em territórios mais afastados.

Eduardo Jorge Costa Pinto, de 38 anos, nasceu em Amarante, a 20 de abril de 1987, numa família numerosa com forte ligação à educação. Filho de dois professores, cresceu num ambiente marcado pelo debate cívico e político, que, segundo várias fontes, contribuiu para uma consciência social e política precoce.

Formado em Engenharia do Ambiente pela Universidade do Porto, Jorge Pinto concluiu um doutoramento em Filosofia Social e Política na Universidade do Minho, com uma tese centrada no republicanismo ecológico, na sustentabilidade e na justiça social. A sua formação académica reflete-se num discurso político onde temas como a transição climática, a democracia participativa e os direitos sociais ocupam um lugar central.

É um dos fundadores do partido Livre e uma das suas figuras mais visíveis. Foi eleito deputado à Assembleia da República pelo círculo do Porto em 2024, tornando-se o primeiro representante do Livre eleito por esse distrito, e renovou o mandato no ano seguinte. Antes da eleição parlamentar, viveu e trabalhou fora de Portugal, nomeadamente em Bruxelas, onde passou por instituições europeias como a Comissão Europeia e a Eurocontrol, experiência que reforçou a sua visão europeísta e o contacto direto com comunidades portuguesas emigrantes.

Na referida entrevista ao LusoJornal, Jorge Pinto defendeu que a diáspora portuguesa não deve ser encarada como uma realidade distante, mas como uma extensão viva do país, capaz de contribuir para a vida política, económica e cultural de Portugal. Entre as prioridades que aponta está o reforço do ensino da língua portuguesa no estrangeiro, em particular em países como França, onde vive a maior comunidade portuguesa emigrante, estimada em mais de um milhão de pessoas.

O candidato tem também referido a necessidade de uma relação mais regular e estruturada entre o Presidente da República e o Conselho das Comunidades Portuguesas, órgão consultivo que representa os emigrantes e lusodescendentes, considerando que esse diálogo é essencial para uma política externa e cultural mais inclusiva.

No plano interno, Jorge Pinto apresenta-se como um defensor da Constituição, da integração europeia e da democracia plural, alertando para os riscos de soluções políticas que fragilizem os direitos fundamentais ou a coesão social. Tem sido igualmente crítico de propostas de revisão constitucional que, no seu entender, possam resultar de entendimentos restritos entre a direita e a extrema-direita.

Sendo o candidato mais jovem na corrida a Belém, Jorge Pinto tem procurado diferenciar-se através de uma campanha assente na participação cidadã, no diálogo e na valorização das experiências de quem vive dentro e fora do país. A aposta na diáspora surge, assim, como um dos eixos centrais de uma candidatura que pretende levar um novo tom e uma perspetiva mais internacional à Presidência da República.

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