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Inquietude Poética

Quando a palavra fica presa,

reclusa da falta de inspiração,

a chama permanece acesa

no recôndito da imaginação.

Embora soturno e moribundo,

o espírito errante do poeta

enleado no sono profundo,

prossegue a vida asceta.

No silêncio sagrado da solidão

purifica a angústia do dilema

revestindo-se da luz da criação.

Remidas do jazigo da desilusão

as palavras irrompem o poema

refeitas na seiva da superação.

Desenho - Orlando Pompeu

Daniel Bastos, “Inquietude Poética”, in Terra.

Esta publicação é da responsabilidade exclusiva do seu autor.