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Herói é o meu amigo Carlos

Como todos vós, senti-me muito feliz pelas conquistas deste piloto de motos e triste pela sua partida. Era temerário, valente, perseverante, um orgulho e enfrentava o perigo de frente, tal como um forcado. No desempenho das suas funções desportivas, sabia de antemão que tinha grandes probabilidades de falecer num acidente. Quem lidava com ele também o sabia. E faleceu!

Tenho lido, nos últimos dias que se tratava de um herói, mas não diminuindo o seu carácter, a sua mística e a sua valentia, não o considero um herói. Nem considero um herói o Eusébio nem o Carlos Lopes. Herói é arriscar a vida em prol dos outros e o forcado não é um herói. Herói é o meu amigo Carlos Chapas que arrisca a vida a salvar outras e ainda ontem à noite falei com ele sobre esse assunto, são os bombeiros, são os condutores de ambulâncias, são os nossos antepassados navegadores, os tais heróis do mar que pertencem a um nobre povo, são todos aqueles que arriscaram a vida e morreram lutando pela democracia, pela paz, pela liberdade, ou apenas a salvar um puto e para se ser herói, não é necessário morrer.

Paulo era um tipo decente e deu prova disso, quando cumpriu o seu dever, acompanhando um seu adversário que teve uma enorme queda de mota. Talvez necessitemos tanto de heróis como de pessoas decentes e com valores.

Desapareceu um tipo decente e que muito nos orgulhou.

 

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