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Gouveia e Melo: “Comunidades são mais-valia que não está a ser totalmente explorada”

© Luís Vieira Cruz / BOM DIA

Nós desperdiçamos esse ativo que são as nossas comunidades. Elas são uma mais-valia que não está a ser totalmente explorada”, defendeu Henrique Gouveia e Melo, que, na qualidade de candidato à Presidência da República, falava no Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas.

O ex-almirante recordou que “já sentiu o que é ser emigrante pois fui viver com os meus pais para o Brasil” e começou a sua comunicação aos conselheiros das comunidades afirmando que “Portugal é uma identidade que tem uma base de partida, o nosso território, mas que durante séculos se expandiu por outros territórios”.

Gouveia e Melo lamentou que a comunidade emigrante fale pouco entre si, o que diminui o seu peso. “Fazer a conexão, por exemplo, entre a comunidade no Brasil com a dos EUA poderá proporcionar vantagens para este Portugal alargado, mas também para as comunidades emigradas. Há uma falta de organização e incentivo a esse nível”, considerou.

Luís Vieira Cruz / BOM DIA

O candidato à Presidência da República aconselhou que “na comunidade de acolhimento podemos manter a nossa cultura, mas integrando-nos para evitar uma reação de rejeição, tal como acontece em Portugal com algumas comunidades imigrantes”. É preciso melhorar o “jogo de influência” das comunidades, acrescentou, prometendo que se for eleito tem a intenção de forçar o governo, com a sua influência, a melhorar essa coordenação.

Gouveia e Melo defendeu ainda uma maior representação parlamentar da diáspora considerando que os votos dos emigrantes contam menos. Lamentou o “medo do voto dos emigrantes”, que considera não partilhar. “Dar o voto às comunidades é aumentar o seu valor político”, afirmou.

“Serei um paladino na defesa das comunidades, se for eleito”, prometeu Henrique Gouveia e Melo, acrescentando, com um sorriso, o slogan “Make Portugal great again”.

Sobre o movimento associativo, “que ajuda a perpetuar a nossa cultura e a integrar novos membros da comunidade”, o candidato acha que é importante apoiá-lo até para “nos defendermos de eventuais meios de retaliação contra a nossa diáspora”.

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