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Fórum Mário Soares: igualdade em liberdade

Os desafios das sociedades democráticas são imensos e sempre novos e os partidos políticos, designadamente os que estiveram na origem, na consolidação e no desenvolvimento do Estado de direito democrático, das liberdades e dos direitos fundamentais, como é o caso do Partido Socialista em Portugal, têm o dever de manter um diálogo aberto e sistemático com a sociedade civil e com as suas instituições. Esse diálogo é fonte de criatividade, de inovação e do acerto das respostas políticas aos anseios e expetativas dos cidadãos.

Por seu lado, essas respostas de política serão tanto mais qualificadas, quanto assentem na reflexão e no estudo produzido nos partidos, bem como nas instituições do Ensino Superior. O diálogo com a sociedade civil, o estudo e a investigação sobre as políticas e os seus efeitos, a partilha das boas práticas, nacionais e internacionais, deve ter como complemento a formação política dos que, por escolha livre e democrática, têm a missão do serviço público.

Ora, estas são as razões por que decidimos lançar as iniciativas “Diálogos olhos nos olhos”, “Diálogos entre gerações”, o “Centro da esquerda” e, agora, o “Fórum Mário Soares: igualdade em liberdade”. O Partido Socialista quer continuar a assumir-se como o grande partido da sociedade e da democracia portuguesas, espaço de uma cidadania aberta e esclarecida, exigente e especialmente comprometida com a qualificação das instituições democráticas. Este fórum, que arrancou ontem, assenta em seis eixos de trabalho: um eixo sobre a sua história e o seu património de valores, articulado com a Fundação Mário Soares e com uma equipa da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UNL; um segundo relacionado com o modo como os valores, os princípios e os programas se traduziram nas políticas públicas desde o 25 de Abril, num trabalho desenvolvido em parceria com o ISCTE; um terceiro que procura identificar a matriz das políticas locais e das atividades autárquicas do PS; um quarto que procurará definir uma linha temporal e temática ilustrando a “marca reformista” nas políticas públicas desde 1976; um quinto relacionado com o desafio lançado aos mais jovens, denominado “Desafio participativo: que Portugal queres?” e, por último, a realização de um debate nacional relativo ao “futuro da solidariedade em Portugal e no Mundo”.

Somente assim estaremos a cumprir algumas das principais funções dos partidos políticos, esteios essenciais da democracia liberal.

José Luís Carneiro

 

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