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Filmes portugueses dos anos 70 e 80 chegam à América do Norte

© DR

Três longas-metragens realizadas por António Reis e Margarida Cordeiro vão ter exibição este ano nos Estados Unidos e Canadá, revelou esta quarta-feira a Cinemateca Portuguesa.

Em nota de imprensa, a Cinemateca Portuguesa explica que “Trás-os-Montes” (1976), “Ana” (1982) e “Rosa de Areia” (1989), as três longas-metragens coassinadas por aqueles dois “cineastas essenciais do Cinema Novo Português”, vão ter distribuição norte-americana pela distribuidora Cinema Guild.

“Ao longo de uma pequena, mas brilhante, obra, António Reis e Margarida Cordeiro produziram um cinema profundamente enraizado na língua, nos mitos e nos sonhos da comunidade de Trás-os-Montes, que chega agora a um novo continente”, sublinha a Cinemateca Portuguesa,

No âmbito desta aquisição de direitos de distribuição, está já marcada uma retrospetiva, de 08 a 17 de maio, na cinemateca em Toronto, no Canadá. Segundo a Cinemateca Portuguesa, estão igualmente previstas outras retrospetivas tanto nos Estados Unidos como no Canadá, “seguindo-se edições digitais no mercado de ‘home video’”.

As três longas-metragens serão mostradas em versões restauradas pela Cinemateca Portuguesa.

Há um ano, a Cinemateca Portuguesa anunciava a circulação destes três filmes de António Reis e Margarida Cordeiro por cidades portuguesas, depois de ter estabelecido com Margarida Cordeiro um acordo de distribuição, deixando de fora “Jaime” (1974), assinado por António Reis e no qual a realizadora foi assistente de montagem e de som.

O cinema de António Reis e Margarida Cordeiro tem merecido atenção sobretudo em contexto de festivais, em retrospetivas e ciclos temáticos em Portugal e também no estrangeiro, como por exemplo, no Instituto Moreira Salles (Brasil), no Museu Rainha Sofia (Espanha) e no Harvard Film Archive (Estados Unidos).

António Reis, poeta e cineasta, que morreu em 1991, e Margarida Cordeiro, médica psiquiatra, atualmente com 87 anos, desenvolveram, segundo a Cinemateca Portuguesa, “um cinema de uma intensidade rara”, com filmes de uma “grande liberdade formal” e que desafiaram a fronteira entre documentário e ficção.

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