A Universidade do Minho atribuiu, na sexta-feira, 27 de março, o doutoramento honoris causa ao físico britânico Duncan Haldane, distinguido com o Prémio Nobel da Física, numa cerimónia realizada no salão nobre da Reitoria, em Braga.
A sessão integrou intervenções do presidente da Escola de Ciências da UMinho, José Manuel Gonzalez-Méijome, unidade que propôs a atribuição do título, bem como dos padrinhos do homenageado, Clivia Sotomayor Torres, diretora-geral do Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia, e Mikhail Vasilevskiy, professor catedrático do Departamento de Física da mesma escola.
Após a exibição de um vídeo, decorreu a imposição das insígnias honoris causa a Duncan Haldane, que discursou em agradecimento. A cerimónia foi encerrada pelo reitor da UMinho, Pedro Arezes.
Segundo a instituição, os contributos de Duncan Haldane na física da matéria condensada permitiram avanços na compreensão de sistemas magnéticos e semicondutores, incluindo desenvolvimentos como a teoria do líquido de Luttinger, o efeito Hall quântico e os materiais topológicos.
Nascido em Londres, em 1951, Haldane doutorou-se na Universidade de Cambridge em 1978. Ao longo da carreira, passou pelo Institut Laue-Langevin, em Grenoble, e pelas universidades do Sul da Califórnia e da Califórnia em San Diego, antes de ingressar na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, onde leciona. Foi distinguido com o Nobel da Física juntamente com David Thouless e Michael Kosterlitz, tendo ainda recebido o Prémio Oliver E. Buckley de Matéria Condensada, em 1993, e a Medalha Dirac, em 2012.
Com esta distinção, a Universidade do Minho eleva para 25 o número de doutoramentos honoris causa atribuídos a personalidades de diversas áreas desde 1979.