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Domingo de Ramos

Os ramos de oliveira que se levam à missa no dia de Ramos, é uma tradição que nos lembra desde menino e recordámos o dia prévio à procura do ramo maior e mesmo a disputa do maior ente nós, crianças. Não sabíamos do seu significado, a não ser que se guardavam em casa e creio que com o intuito de proteger a casa e a família das trovoadas ou até mesmo outros males. Só, nessa perspectiva, não entendo porque cada elemento da família devia levar cada um o seu ramo.

Mais tarde ouvimos dizer que os afilhados devem entregar um ramo de oliveira aos padrinhos, para assim receberem o seu folar de Páscoa exactamente no Domingo de Páscoa.

Outras imagens nos assolam na memória, mas na nossa região era oferecida uma rosca, vulgo regueifa ao afilhado. E também aí havia a disputa de qual dos padrinhos oferecia a rosca maior, concorrendo com outros padrinhos e nas mesmas famílias. Havia rosca para mais que uma semana, sobretudo sabendo que mais que se comer recessa, aproveita-se tudo.

Mais tarde as coisas e os costumes e práticas foram mudando. Lembrámo-nos de já em tempo o padrinho oferecer 50$00 (hoje 00,25€) que deu para fazer uma camisola, mas também se fala em “levar” as amêndoas de Páscoa ao padrinhos, para sinalizar a memória da oferta do, vamos chamar generalizadamente, folar de Páscoa.

Até porque há regiões onde existe mesmo um doce ou outro vívere que se chama Folar de Páscoa.

Para florear o tema trazemos aqui exactamente a oliveira, no Largo da Oliveira, em Guimarães

Mário A. Magalhães, 014/04/13

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Segue-se uma breve nota mais “científica” os Domingo de Ramos:

Com o evoluir dos anos fomos percebendo que o domingo anterior ao Domingo de Páscoa chama-se Domingo de Ramos.

“É quando se benzem os ramos de oliveira e se celebra a entrada de Jesus Cristo em Jerusalém, montado num jumento, saudado pelo povo que Lhe estendeu pelo caminho as vestes e os ramos de árvores e gritava: “Hossana ao Filho de David! Bendito o que vem em nome do Senhor!”

Actualmente, a celebração de Ramos tem dois momentos: o primeiro, em que é feita a bênção dos Ramos, e o segundo, em que se realiza uma missa, altura em que se faz uma reflexão sobre a Morte e Ressurreição de Jesus. No final da celebração, os ramos de oliveira (ou de palmeira) são abençoados e levados pelos fiéis para ser colocados em cruz nas suas casas ou sobre alguma campa no cemitério, como sinal de compromisso com Cristo e simbolizando a força da vida e a esperança da ressurreição.

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