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Criancinhas

Criancinhas fogem refugiadas
Vivem em campos com arame farpado
Quem as quer?! Por que não são amadas?!

Atravessam mares em barcos de borracha
Passam fome e morrem afogadas
Outras condenadas a trabalho infantil
São exploradas e também espancadas,

De corpos chaguentos
Cabelos de frio
De boas abertas
À espera de pão…

Brincam num jardim imaginário
Ao berlinde, peão, à cabra-cega, etc…

Tem sonhos vãos
Olhos de angústia
E tentam compreender
Seus cérebros sem escola!
Que os homens….
Já não são irmãos.
Criancinhas nuas,
Pezinhos descalços
Percorrendo a vida!

Brincam, trabalham à chuva e ao vento
Buscam um objectivo, mas só encontram desalento.
Como eu vos amo! Porque não sabeis sorrir!?
Criancinhas debaixo de escombros e sem alento
Morrendo tão cedo com estilhaços bélicos.

José Valgode

 

Esta publicação é da responsabilidade exclusiva do seu autor.