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Conservas Ramirez: 30 milhões de euros de volume de negócios

A Ramirez registou cerca de 30 milhões de euros de volume de negócios em 2018, mais 9% do que no mesmo período do ano anterior, com o atum em óleo a representar perto de metade da faturação.

“Em 2018, os valores de produção rondaram os 45 milhões de latas e o volume de faturação os 30 milhões de euros. [Na produção], estamos a crescer à volta dos 7,5% e na faturação 9%”, disse à Lusa o adjunto da administração da empresa de conservas, Luís Avides Moreira.

De acordo com o responsável da Ramirez, no mercado interno, os produtos com maior saída são os atuns, com o atum em óleo a representar cerca de metade do volume de negócios.

Por sua vez, a exportações representam 55% da faturação, o equivalente a uma subida de 12% em comparação com 2017.

A liderar a procura externa ficam a sardinha, a cavala e a petinga, sendo a Bélgica o principal mercado da conserveira, onde detém 32% da quota nas sardinhas e cavalas.

A empresa formada em 1853 em Vila Real de Santo António, distrito de Faro, exporta ainda para mercados como Canadá, Brasil, Estados Unidos, Itália, Alemanha, França e Reino unido, país onde não prevê um grande impacto após o ‘Brexit’.

“Não estamos com muito receio, acho que os negócios se vão manter. As vendas para o Reino Unido não são muito representativas, não temos um grande risco”, afirmou.

A Ramirez vai também entrar na Colômbia e no Chile, passando a abastecer uma “grande rede de supermercados”.

Apesar de não revelar os valores exportados, Luis Avides Moreira indicou que a venda vai decorrer no prazo máximo de 60 dias.

“Estamos a falar, numa primeira encomenda, em dois ou três contentores. São valores interessantes para nós. É um começo e penso que, mais tarde, correrá melhor”, sublinhou.

A estratégia da empresa passa pelo posicionamento num “patamar de cima”, apostando na qualidade e diferenciação dos produtos.

“Não podemos competir com países como a Tailândia na produção de atum. Competir com Marrocos também é difícil. Nós temos uma gama muito extensa. Penso que somos a única conserveira no mundo com tantas referências. Só com a marca Ramirez temos 55 referências”, acrescentou.

Como complemento aos tradicionais canais de distribuição, a empresa lançou, recentemente, uma loja ‘online’, estando, numa primeira fase, apenas disponível na Europa.

“Há uma série de clientela ‘online’, a chamada geração ‘millenium’, que usa e abusa das compras [via internet]. Esta loja permite trabalhar esta gama e ter um acesso rápido e fácil a todo o mercado europeu”, explicou.

Para 2019, a empresa prevê um crescimento na faturação entre os 7,5% e os 10%, tendo ainda em vista o lançamento de uma gama de produtos biológicos.

“O que fazemos, fazemos bem e essa é a única via para manter a unidade produtiva aqui em Portugal e para a empresa durar mais 100 ou 200 anos, estando prestes a entrar [na conserveira] a sexta geração da família”, concluiu.