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Conselho da Europa aprova declaração de Carlos Gonçalves sobre desporto e covid

A Comissão de Cultura e Educação da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa aprovou uma declaração do deputado do PSD eleito pela emigração, Carlos Gonçalves na qual “exorta as autoridades públicas a dar ao desporto a atenção necessária no quadro das medidas anti-covid e a trabalhar com o movimento desportivo para encontrar novas formas de mitigar os impactos danosos da crise, preservar a sustentabilidade do setor desportivo europeu e a garantir que o desporto continua a proporcionar benefícios para indivíduos e para a sociedade”

A Comissão de Cultura, Ciência, Educação e Media da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (APCE) aprovou, esta terça-feira, uma proposta do deputado do PSD Carlos Gonçalves, que é presidente da Subcomissão de Educação, Juventude e Desporto, e que apela aos Estados que desenvolvam políticas públicas centradas no desporto.

Recorde-se que o Parlamento português aprovou, no dia 14 de maio, um projeto de resolução do PSD, que defende a inclusão do desporto no acesso aos fundos europeus, quer através do Plano de Recuperação e Resiliência, quer do próximo quadro comunitário. Este setor emprega diretamente em Portugal mais de 75 mil pessoas e gera o equivalente a 1,13% do Produto Interno Bruto.

“‎Algumas medidas foram tomadas pelos Estados europeus, mas de uma forma limitada e reativa, principalmente para injetar liquidez e apoio financeiro às organizações desportivas. Mas o desporto precisa muito mais do que isso, e os governos devem, em particular, incluir atividades desportivas e físicas em planos nacionais de recuperação e resiliência perante a pandemia”, comentou Carlos Gonçalves.

A ‎declaração‎‎ aprovada por unanimidade alerta para o impacto que a pandemia deixou no desporto. “A pandemia de covid-19 pôs de pernas para o ar o desporto, com graves consequências para o movimento desportivo: perda de receita, dificuldades de fluxo de caixa, desemprego e falta de suporte financeiro. O desporto de base ficou quase completamente paralisado. O desporto europeu depende em grande parte de um tecido de pequenos clubes e associações sem fins lucrativos que permitem a tantos cidadãos a sua prática e da atividade física diária; e enfrentam um maior risco de falência e de encerramento por causa da crise. Isso pode levar ao colapso do tecido associativo desportivo nos nossos países”, pode ler-se na “declaração escrita sobre políticas desportivas em tempos de crise”.

Enaltecendo as vantagens que o desporto pode ter na mitigação da crise sanitária, “contribuindo para a saúde, a socialização das pessoas, a educação e o bem-estar físico e mental”, a Comissão de Comissão de Cultura, Ciência, Educação e Media “exorta as autoridades públicas a dar ao desporto a atenção necessária no quadro das medidas anti-covid e a trabalhar com o movimento desportivo para encontrar novas formas de mitigar os impactos danosos da crise, preservar a sustentabilidade do setor desportivo europeu e a garantir que o desporto continua a proporcionar benefícios para indivíduos e para a sociedade”.