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Cidades invisíveis

Percorro as ruas da cidade deserta. Um manto rubro veste-a. O desassombro de um  céu em chamas. Metáfora da densidade do mundo, ou um  enigma dos deuses. Contemplo as labaredas, sarsa ardente designando os caminhos da alma. A cidade dorme! As paredes frias de betão contornam as casas. Sente- se nelas a frieza e a impaciência dos homens. Cansados!  Os dias longínquos, cinzentos e frios. Cidades invisíveis, cidades silêncio. Só este céu transfigura os desejos  inquietos das noites. Só o calor  das chamas aquece a alma inquieta. Só o sonho das madrugadas embala a solidão do corpo.
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