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Azulejos portugueses representam a cultura lusa na Venezuela

O Instituto Português de Cultura (IPC) da Venezuela assinalou o 36.º aniversário com uma exposição ilustrativa dos azulejos portugueses, a exibição de livros em português e castelhano e de produtos luso-venezuelanos.

A exposição Rosa-dos-ventos, segundo os organizadores, teve ainda o propósito de passar a mensagem de que os portugueses e lusodescendentes “têm muitas coisas para dar” e ocupam lugares importantes em diversas áreas na sociedade venezuelana.

“É fácil dizer 36 anos, mas a nível de cultura e de outras coisas mais, é muito tempo. É muito difícil manter-se durante 36 anos”, disse o presidente do IPC à agência Lusa.

Fernando Campos Topa explicou que o IPC tem “passado por várias etapas, tem havido uma renovação, de uma forma muito natural, com a entrada de outros valores” da comunidade, “especialmente os portugueses já nascidos na Venezuela”.

Essa renovação, disse, “tem permitido de alguma forma uma lufada de ar fresco para o IPC”.

“Eu acredito seriamente que o IPC garante, com esta nova geração, pelo menos 36 anos mais, o que é importante. […] os portugueses são reconhecidos pelo seu trabalho, pela sua dedicação, mas têm muitas coisas mais para dar ao mundo. Temos pessoas amplamente preparadas em todas as áreas das artes, da cultura, da poesia, das ciências”, considerou.

Hoje, na exposição Rosa-dos-ventos, há lusodescendentes “que estão a mostrar, também à comunidade venezuelana, os seus trabalhos, projetos e coisas que estão a fabricar e a vender”.

Por outro lado, explicou os efeitos pandemia da covid-19 nas atividades do IPC.

“Tínhamos grandes projetos que não pudemos materializar, mas já este ano, já no final de 2021, ainda que no marco de uma certa dificuldade, conseguimos praticamente alcançar todos os nossos objetivos que normalmente culminam com o nosso aniversário”, explicou o presidente do IPC.

Segundo Fernando Campos Topa, a exposição “é o culminar de um ano difícil, mas interessante”, com projetos como “a publicação de livros, entre eles o Livro do Desassossego, o último livro da coleção bilingue de Fernando Pessoa”.

“Já estamos a trabalhar numa nova coleção, vamos ver o desenrolar da pandemia para o próximo ano (…), mas temos bons projetos para o ano de 2022”, concluiu.

Por seu lado, o comerciante Rodrigo Ferreira considerou interessante a exposição de cultura portuguesa, mas defendeu a participação de mais comerciantes portugueses neste tipo de iniciativa.

Segundo este comerciante, “a comunidade portuguesa está muito inserida na cultura e na sociedade venezuelana e tem capacidade para fazer um evento de grande magnitude com produtos de empresas portuguesas e de lusodescendentes”.

De acordo com Rodrigo Ferreira, o perfil dos investimentos da comunidade portuguesa na Venezuela mudou. “Há muitos anos, era padarias ou ‘licorarias’ (venda bebidas alcoólicas) e agora encontram-se em distintos ramos do comércio e da indústria”.

Em relação à pandemia da covid-19, disse esperar uma recuperação da economia “que foi bastante prejudicada”, lembrando que “já antes o país estava numa situação económica bastante delicada, que a pandemia agravou”.

Durante o evento, a Associação Ibero-americana de Jovens Lusodescendentes distinguiu a portuguesa Fernanda Moreia, a lusodescendente Karina de Oliveira, e o cônsul honorário de Portugal em Anzoátegui, Rui José Pereira Gomes, por se terem destacado na promoção da cultura e no apoio à comunidade portuguesa local.

#portugalpositivo