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Avante ou moderado?

Jerónimo de Sousa até pode ter razão. (Eu preferia que alguns leitores entendessem que tem razão, outros que não tem, porque aliviavam-me a carga de assumir que sou ou não a favor).

Pode ele ser ou não ser responsável por um evento que tem várias leituras ou interpretações. A discriminação positiva ou negativa.

Haveria classes que ousaram, outras não. Falo de manifestações de Abril, Maio, e Junho. E de manifestações cuja sua matriz pode e / ou deve ser mais responsável. A contribuir para a democracia (o que eu entendo por: igualdades e liberdades e garantias; direitos, e deveres e de responsabilidades). Evoco a Igreja católica. Mas outras. Estas outras terão sido irresponsáveis, onde a católica foi exemplar…

Mas Jerónimo tem exactamente isto: ser exemplar.

Jerónimo e os seus pares, no seu partido, que reclamam a si quase tudo o que é virtuoso, tem responsabilidades acrescidas de dar exemplo – até – aos outros partidos.

Ando aqui eu – este eu é como quem diz nós – milhares de portugueses a submeter-me às mais diversas e amplas privações. A não ver, menos ainda conviver com familiares a privar-me de tudo o que é Saúde ou falta dela.

Confirmou-se uma razão minha: há tempo aventei que assim que a Comunicação Social (CS) em geral desviasse muitos dos focos da Covid-19, íamos ter conhecimentos de outras realidades: sofrimentos, montes de privações, de tratamentos ambulatórios, pontuais e ou regulares, e mortes. Outros tratamentos estavam a ser descurados, plasmei eu. E assim é. As estatísticas (sempre as estatísticas), o resultado diz-nos que houve outros padecimentos novos, além dos correntes se terem agravado porque pura e simplesmente só havia Covid-19.

Aconteceu aquilo que eu, com toda, toda a humildade digo, o que sinto. Tive razão. E eu não gosto. Não gosto de ter razão. Não é nenhum exercício de retórica, ironia, o que quer que seja: nunca eu, na minha vida – logo em tudo e sempre da minha vida, gostei de ter razão porque a coisa estraga-se. E é assim. Assim foi. Assim está a ser, assim vai continuar a ser.

Todo o português, de um ou de outro modo, padeceu ou deu de si em prole da Pátria, dos concidadãos, e não tem sido ressarcido com igual procedimento de muitas outras entidades.

(Não pratico deliberadamente o chamado Acordo Ortográfico)

 

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