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Ambiente “versus” liderança e seus paradoxos

© DR

O que salta a vista nos estudos realizados sobre ambiente e liderança nas nossas organizações? Algo que nos merece um sério questionamento…

O talento é celebrado… até começar a ser autónomo.

A criatividade é incentivada… até desafiar o “status quo”.

A inovação é pedida… desde que não mexa no poder de ninguém.

E quando isso acontece, o ambiente “que mudou” revela-se pior que o anterior, pois já carrega a desilusão dos seus colaboradores…

O que realmente está em jogo?

  • As organizações querem mudança sem desconforto.
  • Querem inovação sem perda de controlo.
  • Querem talento… desde que obediente.

E isso não é cultura, não é mudança… É decoração.

As perguntas que ficam:

Será que as empresas estão conscientes do mundo onde estão a actuar?
Não estão!!!

Será que percebem o quanto o mundo e o ambiente externo está a mudar?
Não percebem ou não querem perceber!

Será que a manutenção do poder é mais importante que a sustentabilidade da organização?
Aparentemente, sim!

A verdadeira mudança implica:

  • redistribuir poder
  • aceitar conflito criativo
  • permitir autonomia
  • tolerar erro
  • abrir espaço para quem pensa diferente
  • perceber o quanto a velocidade do mundo digital e global podem ser triturador.

A mudança de sofá não transforma nada.
A inovação de “powerpoint” não cria futuro.
A cultura não nasce de e‑mails motivacionais.

Cultura nasce de comportamentos consistentes, decisões difíceis, lideranças que não têm medo de deixar outros brilhar, e onde o AMBIENTE é determinante!

O ambiente conta!!!

Pedro Paralta

Esta publicação é da responsabilidade exclusiva do seu autor.

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