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A importância das Presidenciais e as razões pelas quais Marcelo Rebelo de Sousa é a minha escolha

PORTUGAL MARCELO REBELO DE SOUSA

No próximo domingo terão lugar as eleições presidenciais portuguesas, eleições que habitualmente me parecem não assumir no nosso país o mesmo grau de importância atribuído a outras eleições, como por exemplo as legislativas ou mesmo as autárquicas. Contudo, penso que não faz sentido essa percepção tendo em conta os poderes constitucionais que são inerentes ao cargo de Presidente da República e a sua importância como alta figura do Estado. De facto, ele é um dos principais símbolos da Nação e a sua eleição tem um significado bastante marcado entre as comunidades portuguesas espalhadas pelo Mundo devido à função de representação externa do país que o Presidente assume.

O facto de muitos dos portugueses que residem fora de Portugal viverem em países com regimes presidencialistas, como é o caso da França ou dos EUA, dá ainda uma maior relevância à eleição para a Presidência da República. É justo realçar que com Aníbal Cavaco Silva, a Presidência abriu-se às comunidades portuguesas, sendo-lhes reconhecida a devida importância através da nomeação de um assessor do Presidente apenas para esta área e que veio a ter um papel muito relevante especialmente durante o primeiro mandato do ainda Presidente.

Gostaria que esse trabalho tivesse agora continuação pois para mim é claro que o próximo Presidente da República deve exercer o seu mandato no sentido de concretizar esta dimensão de um Portugal espalhado pelo Mundo através da sua Diáspora.

Parece-me assim, ser fundamental que, para além das visitas às comunidades portuguesas, se possa pensar em alguns mecanismos que permitam que as comemorações do Dia de Portugal, estejam mais próximas da Diáspora. Porque não pensar mesmo numa celebração do 10 de junho junto dos portugueses que residem no estrangeiro e tornar que esse dia seja realmente, também, das nossas comunidades?

Assim, a poucos dias da realização das eleições presidenciais, penso ser fundamental a mobilização de todos os portugueses para estas eleições presidenciais e, como tal, apelo a todos aqueles que residem fora de Portugal que, apesar de todas as dificuldades e limitações inerentes ao processo de voto para o Presidente da República para quem reside no estrangeiro (voto presencial), que no próximos dias 23 e 24 de janeiro, não deixem de exercer o seu direito de voto.

Num ato eleitoral temos de fazer escolhas e a minha, de há muito, que recai na candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa, candidato que tem uma história e uma relação bastante próxima com as comunidades portuguesas. É conhecido o seu papel na luta de várias décadas pelo direito de voto dos emigrantes nas eleições presidenciais. Na verdade é justo reconhecer que se hoje podemos exercer o direito de voto nesta eleição isso também se deve ao trabalho e ao apoio do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa.

Não posso deixar de referir também o papel que o Professor teve em diversos cargos e funções políticas sempre na afirmação das comunidades. Sem o seu apoio não teria sido possível concretizar algumas alterações estatutárias e regulamentares dentro do seu próprio partido a fim de permitir um papel de maior destaque às estruturas da emigração. Realço que isso permitiu mesmo que vários cidadãos portugueses residentes no estrangeiro chegassem ao parlamento e ao Governo.

Hoje, com o mundo global, com a emigração que agora passou, em pouco mais de um mês, a ser outra vez mobilidade, é mais fácil falar dos portugueses residentes no estrangeiro. No entanto, quando se fala em direitos políticos ainda é difícil obter o apoio, a ajuda e o contributo de alguns. Ora, Marcelo Rebelo de Sousa já nos anos 90 tinha percebido a importância das comunidades e não se ficou pelas palavras e pelos discursos de circunstância concretizando na prática o que defendia dando destaque a este sector.

Talvez esteja a ser um pouco egoísta ao defender que um Presidente tem de entender e estar mais atento às comunidades portuguesas. Mas, parece-me que este egoísmo se justifica na medida em que acredito num Portugal repartido pelo Mundo e porque tenho a sincera certeza de que é imperioso para Portugal e para o seu futuro contar com as gentes da emigração. É por isso mesmo que considero ser uma prioridade a escolha de um presidente que perceba e que conte com as comunidades portuguesas para bem de Portugal e dos Portugueses. Assim, nos dias 23 e 24 não deixe de exercer o seu direito cívico indo votar.

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