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Colunistas

A ameixeira

a ameixeira do teu corpo abraçada
à respiração do meu corpo;
o cortejo do teu cheiro jovial trinando;
na carne do teu sangue crepitam ainda
os astros que colhemos;
a tua vínica boca entreaberta,
sacrário onde repousa
a tua língua embebedante;
a Via Láctea diluindo-se na tua pele;
no verão dos teus seios
os teus cabelos ao relento,
cordilheiras de camélias;
as tuas pálpebras escondendo
dois fogos-fátuos luxuriantes;
as tuas mãos orando na horta
das minhas mãos

levanta-se já o sol;
no chão do quarto o teu soutien,
sobre a minha almofada as tuas cuecas

esta noite repoetizámos o amor

dm

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