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Alemanha: cheias estavam previstas mas alertas não chegaram

Os primeiros sinais de alerta foram detetados a 5 de julho, por um satélite, a cerca de 800 quilómetros de distância do rio Reno. Nos dias seguintes, os cientistas avisaram as autoridades alemãs que a região da Renânia seria atingida por cheias “extremas”, sobretudo junto aos rios Erft e Ahr e nas cidades de Hagen e Altena.

No entanto, algo falhou. Apesar do aviso com mais de 24 horas de antecedência que previu, com precisão, quais locais que seriam mais atingidos quando as chuvas chegassem, as cheias do fim de semana ainda apanharam desprevenidas muitas pessoas.

Enquanto continuam os esforços para encontrar desaparecidos e limpar os destroços, estão já contabilizadas quase 200 vítimas mortais na Europa, das quais mais de 160 na Alemanha.

Neste país, as autoridades federais e estatais estão a ser duramente criticadas por não terem alertado os cidadãos sobre o desastre iminente, permitindo que medidas mais eficazes fossem tomadas, nomeadamente a evacuação.

Mas o ministro do Interior, Horst Seehofer, rejeitou as alegações de que as autoridades federais cometeram erros e disse que as advertências foram passadas às autoridades locais, pois são elas “que tomam decisões sobre proteção contra desastres”. No entanto, a mensagem sobre a gravidade da situação não chegou onde era mais necessário.