
O antigo presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, vai ser ouvido em vinte de Abril, mais o seu vice, João Cunha e Silva. Pende a alegada ocultação da dívida da Madeira. A juíza ditou o termo de identidade e residência para ambos, de resto a coacção mínima e automática.
A dívida pública da Madeira ascendia a 6,3 mil milhões de euros numa situação que resultou dum programa de ajustamento económico.
O caso Cuba Livre vem correndo os respectivos trâmites desde há muito.
Era esperado que, abandonado o Governo Regional, a Justiça perseguisse Alberto João. E após o abandono, mas essencialmente por perder uma espécie de imunidade e na sequência de deixar de mexer tanto as suas influências.
Este exemplo de a Justiça passar a procurar as mais diversas e variadas figuras públicas, é sobejamente conhecido embora acabe por não dar em nada, como se diz vulgarmente.
O mesmo exemplo faz-me lembrar que Luís Filipe Vieira e Jorge Nuno Pinto da Costa, entre muitos outros, quando deixarem os seus cargos em influentes clubes de futebol, serão igualmente perseguidos.
Daí os senhores eternizarem-se nos respectivos lugares, creio eu que temendo exactamente a perda de influências e continuando com possibilidade de dominarem diligências.
Mário Adão Magalhães, 016/03/08
