
O canal de notícias Al Jazeera, do Qatar, acompanhou o percurso de um refugiado iraquiano em Portugal. A reportagem escrita, publicada no site da estação, parte da história de Mustafa Abdulsattar para lançar um olhar sobre o passado árabe de Portugal.
Depois de uma perigosa travessia entre a Turquia e a Grécia, o refugiado iraquiano de 33 anos foi acolhido em Portugal. Não tardou que começasse a encontrar palavras familiares no idioma português.
É esta a premissa para a viagem empreendida ao passado árabe do território português, e à herança que dele ficou. A reportagem cita Filomena Barros, historiadora da Universidade de Évora, que lembra que existe uma história paralela às versões mais conhecidas da reconquista cristã da Península Ibérica. O texto, assinado por Marta Vidal, avança que por volta do século X metade da população da Península Ibérica era muçulmana.
Segundo o artigo, atualmente 0,5% da população portuguesa é muçulmana. A Al Jazeera entrevistou uma portuguesa de origens muçulmana para perceber como a herança islâmica acaba por ficar de parte da narrativa histórica tipicamente apresentada em Portugal.
A reportagem contextualiza as circunstâncias históricas que levaram a que, durante a Idade Média, a população muçulmana em Portugal fosse perseguida, fruto do clima de intolerância religiosa que grassava na Europa, e acabasse por abandonar Portugal.
A Al Jazeera falou com Adalberto Alves, um escritor português que passou 35 anos a documentar a influência islâmica na cultura lusa, e com Cláudio Torres, um arqueólogo cujo trabalho em Mértola, desde 1978, permitiu contestar a historiografia nacionalista. As suas descobertas apontam para um passado de pacífica coexistência entre muçulmanos, judeus e cristãos, do qual não estamos habituados a ouvir falar.
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