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Agora a moda é apontar o dedo a quem é “racista”

Agora tornou-se moda chamar aos portugueses racistas e xenófobos. E a maioria descobriu que existem de facto muitos portugueses racistas e xenófobos. Mas isso não era demasiado óbvio? Num país onde se faz cara feia a ciganos e chineses, não seria demasiado óbvio? Fico admirado com a maioria que critica quem faz comentários racistas, mas ao mesmo tempo também repudia a maioria dos ciganos e os comportamentos deles.

Mas tirando essa razão, eu creio que é preciso também compreender o porquê da maioria ficar tão azedo e indiferente com o que se está a passar lá fora. Há portugueses que têm sofrido imenso nestes últimos anos, com cortes valentes na sua carteira, uma qualidade de vida que desceu imenso e outros nem um tecto sequer têm para dormir. Compreendo a revolta de alguns portugueses que viram os seus familiares a deixarem a sua casa para procurar uma vida melhor lá fora também. O país deles não os apoiou, abandonou-os.

Claro que neste momento, há muitas pessoas que ficam reticentes com a entrada e com o apoio de refugiados no nosso país. Consigo compreender o sentimento de revolta, mesmo contra quem nada tem a ver com a situação, e só queira mesmo um abrigo para fugir da morte. Independentemente da raça, os portugueses de uma maneira geral, estão revoltados com tudo que se passou nos últimos anos. E isso é motivo para não olhar lá para fora? Eu creio que não, mas compreendo. Compreendo que as pessoas sejam um pouco mais egoístas e pensem na vida delas, que tentem recuperar aquilo que perderam e que tentem garantir um futuro mais cómodo.

Eu acho que a Europa deve ser solidária. Devemos acolher os refugiados que fogem de guerras e outros flagelos, mas tudo com controlo independentemente de qual seja a raça. É me indiferente a raça, porque não sou racista. E se existe a possibilidade de entrar por cá terroristas nesta maré de refugiados, eles podem entrar de qualquer forma, por isso creio que não se deva olhar de uma forma tão ampla para essa possibilidade. Contudo, para além de acolher os refugiados, é também preciso que se chegue a um consenso e que se arranje uma solução, por mais complicada que ela seja para o problema que está a provocar esta onda de migração. E sim, é um problema muito complicado de resolver que dura já imensos anos.

Acho que devemos ser solidários e dar luz verde ao abrigo, mas tudo com regras, independentemente da raça de quem estamos a acolher.

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