
Perante a existência de dúvidas relativamente ao acesso a dados pessoais existentes nos consulados portugueses espalhados pelo mundo, o Governo agiu bem ao pedir um parecer à Comissão Nacional de Proteção de Dados, e agiu ainda melhor ao acatar um parecer que não tem carácter vinculativo.
Quem não esteve nada bem foi o deputado do PSD Carlos Gonçalves, que não perdeu a oportunidade de forma insidiosa lançar dúvidas publicamente sobre esta matéria para assim tentar atingir o Governo de forma demagógica.
Com efeito, não é nada negligenciável o facto de haver milhares de pessoas que, por razões pessoais, procuram familiares seus ou conhecidos que estão no estrangeiro, sendo os consulados o único recurso que essas pessoas têm. É claro que esses pedidos carecem de ser justificadamente fundamentados.
E foi isso que em declarações à imprensa afirmou o deputado do PSD José Cesário, que foi o Secretário de Estado das Comunidades do anterior Governo. Só que esta posição, com tato e sentido de responsabilidade, contrasta de forma flagrante com a que foi assumida pelo deputado Carlos Gonçalves, colega de partido e também eleito pelas Comunidades.
O PSD, por isso, devia entender-se nesta matéria, com sentido de responsabilidade e sem populismos de verão.
