
Algumas das viagens pagas por entidades privadas a membros do Governo e deputados, entre muitos mais políticos, ao Mundial de Futebol em França, estão a dar ao assunto laivos de assuntos inéditos, entre os principais partidos.
Se envolvesse avultadas quantias proceder-se-ia da mesma forma, por parte de todos os políticos?
Com papas e bolos se enganam tolos.
Percebia-se que o assunto não estava todo a nú. Vêm agora informações que outras entidades políticas foram ao Europeu às custas de privados. Isso sabia-se. É prática. É costume. Fala-se em corrupção. E nenhum político, quer seja da Direita à Esquerda, não recusariam tal oportunidade, logo não estranho muito e imaginava o que se está a passar. Mais actores políticos descobertos à volta do facto.
Num país com tanto para resolver verdadeiramente importante, parece-me perder tempo à volta deste assunto, que repudio a 1000%. Só que não é necessário atirar-nos areia aos olhos, porque entretanto descobre-se mais e não se faz outra coisa que não seja falar nestes casos durante a época de férias, porque muito mais não há para a Comunicação Social (CS) abordar.
O assunto de facto é sério.
Mas não deve ser motivo de guerras estéreis. Todos os Partidos têm a soldo casos destes, e desde sempre.
Creio que cada um deve, por si, agir em consciência. Neste caso e noutros futuros. Mas que o não devem fazer, não devem. Seguramente.
Mário Adão Magalhães 016/08/06 00,51h.
