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A poesia liberta!

A poesia liberta, a poesia é amada
A poesia se rega e se come como a lagosta
E o vinho alegra o coração e nao a cabeça
O taverneiro frita marisco com muito apetite.

Poesia liberta um sonho rasgado, um sono cortado,
Um silencio profundo mil vezes abençoado.
Uma carta rasgada, uma folha virada
Porque senhor? Sua excelência, por tudo e por nada….

Uma porta fechada, uma luz esbranquiçada,
Uma cerveja na conta e na barriga outro fino
Oh! O custo da vida nas horas de ponta….
Um sono canino, um sol peregrino.

Um arfar de peito, um homem sujeito
Depois da burocracia. Um governante foi apagado,
Um cão foi escorraçado. Um penico posto na berma
E um lençol branco foi manchado de surro .

A poesia mastiga e o senhor partiu os cacos
A campa tem cardos, onde está o banquete dos condenados?
E as meninas portadoras do sovaco,
Beijam rapagões brancos cor de leite

Na barriga da perna, uma faca e o saco
Durante a noite escrever poesia é aceite
Ministros em peúgas não cheiram a sovaco
Depois do banho untam-se todos com azeite.

Os burgueses comem vegetais, os pobres feijões
Antigamente os pobres não tinham televisão, mas muitos filhos…
E os ricos de hoje amealham todos os euros e tostões
A poesia mastiga, líderes mundiais metem-se em sarilhos.

A poesia liberta, a poesia nunca nos castiga
Mas o poeta rejeita missais e outras cartilhas,
E escreve a verdade sem grandes alardes!
A sede deste Agosto esgota todas as bilhas.

José Valgode

 

Esta publicação é da responsabilidade exclusiva do seu autor.